No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, criticou, esta sexta-feira (09 de dezembro), o PS por defender uma coisa no concelho e outra na Assembleia da República.
Em causa, a oferta dos manuais escolares a todos os alunos, do público e do privado, defendida pela oposição no município, numa medida que foi chumbada no parlamento pela maioria PS.
Nos mandatos do anterior presidente da autarquia viseense (Almeida Henriques) os livros eram oferecidos a quem andava no público e no privado.
Este ano, o executivo liderado por Fernando Ruas decidiu que só receberiam os livros de fichas os alunos com apoio escolar no público. Os estudantes do privado, com subsídio, também receberam este material.
Na altura, o PS, pela voz do vereador João Azevedo, criticou a medida, falando num “ataque direto” às famílias e à educação.
Hoje, Fernando Ruas voltou ao tema, na reunião de Câmara, lembrando que, há uma semana, o PS chumbou no Parlamento três projetos de lei, do PSD, Chega e Iniciativa Liberal, que propunham alargar a gratuitidade dos manuais escolares aos alunos dos estabelecimentos de ensino do setor privado e cooperativo.
“Chamei a atenção da tomada de posição na Assembleia da República, em que o Parlamento chumbou a gratuidade dos manuais para alunos do privado. Houve pelo menos uma pessoa que votou aqui de uma maneira e lá de outra. Não percebemos esta incongruência”, declarou, referindo-se a João Azevedo, que é também deputado na Assembleia da República.
“A vereação do PS votou contra a Câmara fazer esta gratuidade e nós só equiparamos o privado com o público”, acrescentou.
Ouvido pelo Jornal do Centro, João Azevedo disse que a vereação do PS votou a favor da atribuição dos manuais escolares, mas sob protesto.
O socialista lembrou que não participou na votação, pelo que Fernando Ruas “deve estar baralhado”. Acusou também o autarca “de estar a criar um facto político e a demonstrar a incapacidade política que tem na gestão municipal”.
“Terminou, mal, com uma decisão política que vinha do passado e que era um investimento na educação”, referiu.
“Depois está a querer transportar uma decisão para um plano nacional. As câmaras têm autonomia política, capacidade de poder decidir, de forma a serem competitivas e o território precisa dessa competição. Viseu podia e devia ter mantido a política na área dos manuais escolares. A votação na Assembleia da República tem apenas a ver com uma estratégia nacional e que nada tem a ver com Viseu”, salientou.
Ao Jornal do Centro, o socialista acusou ainda os deputados do PSD eleitos pelo distrito de votarem contra investimentos que estão previstos para a região no próximo Orçamento de Estado, como as obras na saúde ou o IP3.