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Março de 2026 foi o quarto mais quente de sempre no mundo, o segundo mais quente de que há registo na Europa, indica um balanço do Serviço Copernicus para as Alterações Climáticas, divulgado hoje.
De acordo com o Serviço, implementado pelo Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), as temperaturas à superfície do mar estiveram também a níveis próximos dos recordes para os meses de março, a segunda mais alta alguma vez registada (o março mais quente foi em 2024), o que pode indicar uma transição para o El Niño, um fenómeno oceânico que faz subir as temperaturas no mundo.
Segundo os dados agora divulgados, março teve uma temperatura de 1,48ºC acima dos níveis pré-industriais.
Na Europa viveu-se o segundo março mais quente de que há registo e grande parte do continente teve condições mais secas do que a média, como aconteceu em Portugal, com temperaturas acima do normal e precipitação inferior à média, segundo informação divulgada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Num comunicado sobre o balanço do mês de março, o Copernicus salienta que as altas temperaturas contrastaram com um fevereiro mais frio do que a média e excecionalmente chuvoso, com inundações generalizadas (por exemplo em Portugal), o que o tornou o terceiro fevereiro mais frio na Europa nos últimos 14 anos.
No mundo, o mês de março foi também marcado por calor intenso e condições de seca em algumas regiões, incluindo uma onda de calor precoce sem precedentes, e condições mais secas do que a média, em partes dos Estados Unidos e do México.
Tal como em fevereiro, o Copernicus diz ter registado em março fortes contrastes entre anomalias de temperatura mais quentes e mais frias do que a média em todo o Hemisfério Norte. No Ártico a extensão máxima anual do gelo marinho e a média mensal de março foram as mais baixas de que há registo.
Citado no comunicado, Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Alterações Climáticas Copernicus do ECMWF, afirmou: “Os dados do Copernicus para março de 2026 contam uma história preocupante: 1,48°C acima dos níveis pré-industriais, a menor extensão de gelo marinho no Ártico alguma vez registada para março e temperaturas da superfície do mar a aproximarem-se novamente dos máximos históricos”.
E acrescentou: “Cada número é impressionante por si só — juntos, pintam um retrato de um sistema climático sob pressão constante e crescente”.
Em termos concretos, no mundo, segundo o documento, em março a temperatura média do ar foi de 13,94ºC, 0,53 °C acima da média de março de 1991-2020. O mês de março mais quente de sempre já registado foi em 2024.
Tendo em conta a média estimada de 1850-1900, utilizada para definir o nível pré-industrial, março teve uma temperatura acima dessa média de 1,48ºC.
No Ártico a extensão média de gelo marinho foi em março 5,7% abaixo da média e quase a igualar o recorde para março (no ano passado). E a extensão diária do gelo marinho atingiu o seu máximo mais baixo de inverno, empatada com o máximo de inverno registado em março de 2025.