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Mau tempo: Cinfães aprova moções pelo reconhecimento de calamidade e contra asfixia do Interior

A Assembleia Municipal considera inaceitável que Cinfães não tenha ainda acesso a mecanismos de apoio semelhantes aos aplicados noutras regiões do país

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02.03.26
fotografia: Jornal do Centro
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 Mau tempo: Cinfães aprova moções pelo reconhecimento de calamidade e contra asfixia do Interior

A Assembleia Municipal de Cinfães aprovou, por unanimidade, duas moções em que rejeitam a “asfixia do interior” e contra a injustiça territorial e a inação do Estado a propósito do mau tempo e da Rede Natura 2000.

Segundo uma nota de imprensa enviada hoje à agência Lusa, a Assembleia Municipal de Cinfães, no norte do distrito de Viseu, aprovou, por unanimidade, na sua última reunião, na sexta-feira, duas moções apresentadas pelo Partido Socialista (PS). 

Uma das moções refere-se ao mau tempo vivido no último mês e “reflete a preocupação crescente com o futuro do território e a resposta do Estado a situações críticas” na qual “exige ao Governo o reconhecimento urgente de Cinfães como território afetado pelas recentes intempéries, com acesso a apoios excecionais” do Estado.

“Os prejuízos já ultrapassam os quatro milhões de euros (ME), afetando infraestruturas, habitações, atividades económicas e agrícolas”, afirma.

“A Assembleia Municipal considera inaceitável que Cinfães não tenha ainda acesso a mecanismos de apoio semelhantes aos aplicados noutras regiões do país, denunciando uma desigualdade injustificável no tratamento dos territórios do interior”, sustenta.

A outra moção “reflete a forte oposição às novas imposições associadas à Rede Natura 2000, nomeadamente aos diplomas relativos à ZEC [Zona Especial de Conservação] do Rio Paiva e à ZEC da Serra de Montemuro”, indica o documento enviado à agência Lusa.

A Assembleia municipal considera que “essas medidas representam uma verdadeira asfixia administrativa e territorial, colocando em causa a construção de habitação, o investimento turístico e a atividade agrícola” no concelho de Cinfães, acrescenta.

“Com cerca de 60% do território já abrangido por estas restrições, Cinfães vê agora agravadas as limitações ao desenvolvimento, através de um modelo que impõe dependência de pareceres e decisões centralizadas, sem articulação com a realidade local”, sublinha.

Neste sentido, o plenário municipal alertou para possibilidade de essas medidas “poderem conduzir ao abandono do território, à desertificação e à desvalorização do património das famílias”.

“As duas moções convergem numa ideia central: Cinfães não pode continuar a ser penalizado por decisões centralizadas que ignoram a realidade local e agravam as dificuldades de quem vive no interior”, sintetiza o grupo municipal do PS.

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