No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
O município de Mortágua, assim como o da Mealhada, mostrou-se hoje contra a possibilidade de sair da região de Coimbra no âmbito da proteção civil, preocupação acompanhada pela Comunidade Intermunicipal (CIM).
No âmbito da nova lei orgânica da proteção civil, que deverá entrar em vigor em novembro, prevê-se um regresso aos distritos na organização dos dispositivos, situação que tem preocupado Mortágua (distrito de Viseu) e Mealhada (distrito de Aveiro), que pretendem permanecer na sub-região de Coimbra.
Os dois presidentes de Câmara manifestaram hoje, em conselho intermunicipal realizado em Tábua, grande preocupação com a situação e mostraram-se completamente contra essa intenção do Governo de regressar a uma organização distrital.
A posição dos autarcas, referiram, também foi transmitida ao ministro da Administração Interna, numa reunião em Soure, na terça-feira, onde só tinham sido convidados os 17 municípios e corporações dos concelhos do distrito, ficando de fora Mealhada e Mortágua, que acabaram por estar presentes no momento e falaram com Luís Neves.
“Eu disse logo à partida que as corporações dos bombeiros dos dois concelhos iriam estar presentes e transmiti-lhes a opinião da CIM”, afirmou a presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Helena Teodósio.
No conselho intermunicipal, foi aprovado que se avance com uma posição conjunta da comunidade e um pedido de reunião com o Ministério da Administração Interna (MAI) para ser ouvida a opinião da CIM.
“As ULS [Unidades Locais de Saúde] não colam no distrito. O conceito de distrito tem de deixar de ser pensado”, defendeu a presidente da CIM.
O presidente da Câmara da Mealhada, António Jorge Franco, disse que os bombeiros do seu concelho “estão tristes e zangados com tudo isto”.
“As ambulâncias vão para [o hospital de] Coimbra, não vão para Aveiro. O investimento que fizemos [CIM] em carros de bombeiros é para ir para o distrito de Aveiro?”, questionou o autarca, que notou que a Região de Coimbra “funciona bem”, não fazendo sentido voltar atrás “apenas porque noutras regiões não funciona bem”.
“Nós nunca fomos ouvidos”, criticou António Jorge Franco, dando nota de “uma grande abertura” do ministro para este caso.
Também para o presidente da Câmara de Mortágua, Ricardo Pardal, “a deslocalização para a ótica de distritos está perfeitamente ultrapassada”.
“Em Mortágua, as únicas coisas que ainda estão na ótica do distrito são as forças de segurança, mais nada”, vincou.