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A mortalidade por cancro vai aumentar em 20 por cento nos próximos anos. Quem o diz é o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Vítor Veloso.
Ao Jornal do Centro, o dirigente explica que o aumento da mortalidade se justifica pela “dificuldade de acesso” às unidades de saúde. Com a pandemia de Covid-19, “os médicos de família estavam todos com outras tarefas, portanto, dificuldade de acessibilidade ao médico, dificuldade aos primeiros auxiliares de diagnóstico e, consequente, sem diagnóstico, que não podem entrar nos hospitais especializados”, enumerou.
As unidades especializadas estão também ocupadas com a questão do novo coronavírus e “obviamente essa situação é uma situação que veio castigar e deixar esquecidos os doentes oncológicos”, assinalou.
Vítor Veloso vai mais longe e diz que o cancro pode tornar-se numa nova pandemia.
“Se isto continuar a acontecer [dificuldades de acesso ao médico], o cancro também começa a fazer uma pandemia e deixamos de ter uma situação de doença quase crónica para ter uma pandemia, em que os meios têm de ser voltados todos para essa situação e nós não queremos isso”, alerta.
O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro diz ainda que a instituição está a trabalhar para ajudar os doentes oncológicos para “colmatar aquilo que o Estado não faz, mas só com a ajuda da população é que nós conseguiremos atingir esse fim”, conclui.
A instituição vai promover até esta segunda-feira (1 de novembro) mais um peditório nacional, para continuar a ajudar os doentes oncológicos e as suas famílias.