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Vários condutores do serviço de Mobilidade Urbana de Viseu (MUV) garantem ser alvo de ameaças e injurias por parte de alguns passageiros que são apanhados na zona de Rebordinho e Teivas e que têm como destino a Escola Básica D. Luís de Loureiro, em Silgueiros, no concelho de Viseu.
Ao Jornal do Centro, um dos motoristas, que preferiu manter o anonimato, diz que esta é uma situação “antiga”, que já mereceu a intervenção da polícia, mas que se tem repetido.
“Há um conjunto de alunos que são recolhidos na zona de Rebordinho e Teivas que têm comportamentos mais agressivos com os condutores, sobretudo com os mais velhos, onde ameaçam e injuriam”, disse.
Em causa, a recusa destes passageiros em pagar bilhete quando se esquecem do passe e que quando são confrontados com essa obrigação “partem para a ameaça e começam a chamar os mais variados nomes aos condutores”, explicou o motorista que tem ouvido dezenas de histórias semelhantes.
“Uma das situações mais chatas que se passou foi com um colega mais velho quando um dos passageiros, com cerca de 15/16 anos, lhe apontou uma faca só porque ele lhe pediu que pagasse o bilhete”, disse.
Outro motorista contou que inicialmente até facilitavam, mas a situação começou a agravar-se. “Inicialmente facilitávamos porque os esquecimentos acontecem e pedia-se que não voltassem a deixar o passe em casa, mas a situação repetia-se diariamente e tivemos que começar a exigir o pagamento do bilhete e eles não gostaram”, contou.
Recentemente, os comportamentos dos passageiros começaram a alargar-se a alguns familiares “que chegam a tentar entrar com o passe dos miúdos”, explicou.
Os motoristas temem que um dia “aconteça algo pior, até porque muitas vezes o autocarro vai vazio ou com pouca gente” e alegam que “costumam estar juntos, em grupo, e isso também preocupa”.
Estes episódios já mereceram uma reclamação por parte dos motoristas à escola, que garantiu ao Jornal do Centro que “foram tomadas medidas”, nomeadamente a suspensão de alguns alunos.
“É verdade que já houve, no passado, algumas situações mas foram tomadas medidas, inclusive a suspensão. Este ano letivo ainda não tivemos qualquer alerta por parte de motoristas”, disse Dinis Saraiva, diretor do Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique.
Os motoristas contrariam esta versão e garantem que há poucas semanas alertaram novamente a escola para esta situação. “Foi, aliás, garantido a um colega que a escola segura ia ser contactada para fazer patrulhamento”, referem.
Ao que o Jornal do Centro apurou, a GNR chegou a ser chamada algumas vezes a intervir, inclusive dentro do próprio autocarro. Quanto aos episódios mais recentes, o Jornal do Centro aguarda uma resposta da força policial.
A Câmara Municipal de Viseu também foi contactada e fez saber que não foi informada de qualquer problema recente.