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Movimento quer acabar com o preconceito em função da idade

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
28.04.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
28.04.21
Fotografia: Jornal do Centro
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Há um movimento que quer acabar com o preconceito em função da idade. O movimento Stop Idadismo vai organizar esta sexta-feira (30 de abril) uma conferência virtual que terá como tema “Vamos falar de idadismo”. O evento contará com a participação da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Rosa Monteiro.

José Carreira, presidente das Obras Sociais de Viseu, também vai estar presente. Ao Jornal do Centro, o dirigente social diz que o debate em torno do preconceito sobre a idade e, sobretudo, sobre as pessoas mais idosas pode ter chegado tarde, mas defende que é pertinente falar sobre o tema que “tem anos ou até décadas”.

“Nunca é tarde para nós podermos mitigar ou fazer desaparecer os preconceitos em relação à pessoa idosa. Com a pandemia, tornou-se ainda mais visível e percebeu-se melhor o quão invisíveis são estas pessoas e quantos preconceitos existem em relação à idade”, afirma.

José Carreira recorda que, quando surgiu a pandemia, “a presidente da Comissão Europeia chegou a levantar a possibilidade de as pessoas com 65 ou mais anos terem de ficar confinadas até ao final do ano”, algo que não chegou a acontecer.

José Carreira diz que a discriminação contra os seniores “é o terceiro preconceito mais sofrido pelas pessoas, logo a seguir ao racismo e ao sexismo”. “Arrisco dizer que, quando falamos de uma mulher pobre, arrisca-se muito a ser discriminada pela idade”, afirma.

O movimento Stop Idadismo já pediu a quem já sentiu preconceito em função da idade que grave um testemunho a contar o que viveu. “Queremos que digam, com o telemóvel, se já sofreram ou observaram algum preconceito em função da idade e o que entendem que pode ser feito para que o preconceito desapareça”, disse José Carreira.

O presidente das Obras Sociais de Viseu diz que o problema não atinge apenas os mais velhos, mas também os mais jovens por serem mais atingidos pelo desemprego. “Entendemos que não faz sentido tomar opções apenas com o critério de idade”, afirma acreditando que não é a idade que define alguém, mas sim a experiência e os valores.

Pôr um ponto final no preconceito em função da idade é o grande objetivo deste debate que começa às três da tarde e pode ser acompanhado na página do movimento no Facebook.

O movimento está representado em 11 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Espanha, México, Panamá, Portugal e Venezuela.

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