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O Museu Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, no concelho de Carregal do Sal, acolhe nos dias 10 e 11 de outubro o seminário internacional “Da Memória à Ação — Refugiados, dignidade humana e o nosso futuro comum”, dedicado aos desafios do acolhimento, integração, proteção e regularização de refugiados.
A iniciativa pretende colocar o legado de Aristides de Sousa Mendes ao serviço dos desafios do presente, promovendo o debate sobre as respostas a dar às pessoas refugiadas e procurando transformar a memória histórica em responsabilidade e ação concreta.
Organizado pela United Against Inhumanity, pelo Conselho Geral da Fundação Aristides de Sousa Mendes e pelo Museu Aristides de Sousa Mendes/Município de Carregal do Sal, o seminário reunirá representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, universidades e comunidades migrantes e refugiadas.
Entre os oradores estarão Jean-Baptiste Richardier, co-laureado com o Prémio Nobel da Paz e representante da United Against Inhumanity, Mário Ribeiro, do Observatório das Migrações, Jorge Serrano Paradinas, da Fundação para a Cidadania Global, Ana Sofia Freitas de Barros, associada jurídica do ACNUR em Portugal, e Norah Niland, da United Against Inhumanity.
A evolução e os desafios do acolhimento e integração de refugiados em Portugal estarão entre os temas em análise, a par da experiência de regularização de migrantes em Espanha e dos desafios e prioridades na proteção de refugiados em território português.
O programa inclui ainda o lançamento do Manifesto da United Against Inhumanity e um concerto de um ensemble do ANIM, Instituto Nacional de Música do Afeganistão.
A escolha de Cabanas de Viriato para o encontro pretende reforçar a ligação entre a memória de Aristides de Sousa Mendes, que durante a Segunda Guerra Mundial concedeu vistos a milhares de refugiados que procuravam escapar à perseguição nazi, e os desafios contemporâneos relacionados com as migrações e o refúgio.
Com o seminário, os promotores pretendem afirmar o Museu Aristides de Sousa Mendes como espaço de reflexão e compromisso, defendendo que a memória do passado pode contribuir para construir respostas concretas aos desafios enfrentados pelos refugiados no presente e no futuro.