White hatchback car with a local health unit logo parked on a cobblestone square under a blue sky.
Four men signing documents at a formal meeting in a wood-paneled room with flags in the background, microphones on the table, and water glasses nearby.
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Vineyard path between rows of green grapevines on a sunny hillside with blue sky and distant valley.
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
Home » Notícias » Diário » Na rua, contra os incêndios, abandono da floresta e eucaliptos

Na rua, contra os incêndios, abandono da floresta e eucaliptos

Protesto “O país arde, temos de acordar” acontece depois dos incêndios que assolaram as regiões Norte e Centro do país, incluindo o distrito de Viseu

Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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20.09.24
fotografia: Jornal do Centro
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20.09.24
Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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Treze concelhos do país, incluindo Gouveia, vão receber este domingo (22 de setembro) a mobilização “O país arde, temos de acordar”, depois de uma semana marcada pela onda de incêndios que assolou as regiões Norte e Centro do país, incluindo o distrito de Viseu.

A iniciativa vai decorrer em Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande, Odemira, Vila Nova de Poiares, Sertã, Torres Novas, Gouveia, Arganil e Melres (Gondomar).

A organização justifica o protesto pela “urgência de um sobressalto cidadão para criar uma floresta com futuro une as convocatórias que exigem uma transformação de fundo no território nacional, combatendo ativamente o abandono e a monocultura do eucalipto em Portugal como fatores essenciais dos fogos mortais”.

“A fixação governamental com a perseguição às ignições esconde no essencial o real problema: Portugal tem um território cada vez mais abandonado e com donos desconhecidos, com a maior área de eucalipto relativa de todo o mundo, um corpo de vigilância e bombeiros subdimensionado e um mundo rural abandonado política, económica e socialmente”, é referido em nota.

Os promotores realçam os problemas no mundo rural, “em grande medida amplificados pelo poder político, económico e mediático da indústria da celulose e do papel”, e ainda a “nova realidade climática” do país que acelera “um processo de desertificação para o qual os incêndios contribuem decisivamente”.

“A nova realidade climática, combinada com à devastação da indústria do papel e celulose, da biomassa e da bioenergia, arrasta o país como uma âncora para o fundo, com a cumplicidade de governos de todas as cores”, acrescentam.

A organização apela, por isso, à participação das populações nos protestos que contestam ainda o que dizem ser a “letargia e impotência” dos sucessivos governos no tema, “apenas lamentando-se nos momentos de consternação, prometendo vagos ajuste para deixarem tudo essencialmente na mesma”.

Os promotores defendem que, para uma “verdadeira floresta do futuro”, é preciso “reduzir drasticamente o poder da  indústria das celuloses, da bioenergia e da biomassa, deseucaliptizar a maior parte do território hoje ocupado por eucalipto puro e misturado com pinhal e espécies invasoras, para criar uma verdadeira floresta e bosques resilientes, que aguentem o futuro mais quente, que travem o deserto e promovam uma rehabitação do interior do país”.

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