White hatchback car with a local health unit logo parked on a cobblestone square under a blue sky.
Four men signing documents at a formal meeting in a wood-paneled room with flags in the background, microphones on the table, and water glasses nearby.
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Modern single-story house exterior at dusk with large glass sliding doors showing warmly lit living and dining areas outside landscaped yard.
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Vineyard path between rows of green grapevines on a sunny hillside with blue sky and distant valley.
People wearing over-ear headphones at an outdoor listening event, with a large headset prop in the foreground.
Group of pageant contestants in evening gowns/swimwear with sashes standing on a brightly lit stage, audience seated in foreground.
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Deixa o ensino e ruma até Bruxelas

Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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18.09.21
fotografia: Jornal do Centro
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18.09.21
Fotografia: Jornal do Centro
Poster publicitário em português com a frase central 'Vai tudo para o mesmo lixo' e o slogan 'Começa por reciclar as desculpas'. campanha ambiental sobre reciclagem e responsabilidade.
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Antes de emigrar há sete anos, Madalena Carvalho, natural de Penalva do Castelo, era professora do 1º ciclo do ensino básico na Região Autónoma da Madeira. A falta de trabalho em Portugal levou-a a Bruxelas, capital belga, onde já se encontrava o marido e outros conhecidos.

Na sua primeira e única experiência de trabalho fora do país, Madalena explica que “ao longo do tempo começamos a cair na realidade do que é viver num país que não é o nosso e depois quebra-se um pouco o encanto” de um país que, na primeira impressão, gostou.

Embora não trabalhe na sua área de formação, e sim enquanto empregada doméstica, “a estabilidade económica e qualidade de vida” do país são aliciantes para que continue a procurar por “um futuro melhor” para os filhos em terras estrangeiras.

Do país natal, que visita pelo menos uma vez por ano, sente falta “da família, do sol, da tranquilidade do dia-a-dia”, embora as novas tecnologias e as “tradições, os costumes e a gastronomia colmatem as saudades” de casa.

Para Madalena, em Bruxelas, “o sol parece que não tem o mesmo brilho de Portugal”, um dos fatores que menos aprecia. Também as pessoas são “mais fechadas e menos acolhedoras”.

A multiplicidade de “culturas e nacionalidades diferentes” na cidade também já a fizeram passar por situações de discriminação por serem gerados “certos estereótipos e desconfiança entre a população”, lamenta.

Aos 44 anos, no período crítico da pandemia da Covid-19, Madalena e a família não pensaram em regressar. “O vírus não escolheu pessoas nem países. Estamos todos no mesmo barco, não faria sentido abandonar uma vida estável”, explica. Agora, o pensamento mantém-se e regressar para Portugal num futuro próximo não faz parte dos planos.

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