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Docentes continuam em greve. Professores protestam no Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique

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Os professores da região não desarmam e esta segunda-feira (23 de janeiro) voltou a haver greve desta vez no Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique, na cidade de Viseu. Cerca de uma centena de docentes concentraram-se em protesto à porta do estabelecimento de ensino. Nem o frio os afastou.

“Esta greve, aos dois primeiros tempos, partiu de uma iniciativa dos professores do 1º ciclo e do pré-escolar que resolveram pedir a colaboração dos colegas do 2º e 3 ciclos, concentrando-se na escola sede do Agrupamento”, explicou o docente Paulo França.

Nos jardins de infância e escolas primárias a adesão foi de 100%, disse o professor, acrescentando que na Escola Infante D. Henrique a adesão rondou os 80%.

“Fizemos greve aos dois primeiros tempos. A ideia é marcar esta posição e retomar as aulas, não queremos perturbar de forma alguma as aprendizagens dos alunos, queremos sim dar um sinal e chamar a atenção para aquilo que são os problemas da educação”, vincou.

Paulo França deu ainda conta do “grande desânimo” que os docentes sentem, acusando ainda o Ministério da Educação de falta de empatia em relação à classe, que há anos que sofre dos mesmos problemas.

“Estas situações não são de agora, mas têm-se vindo a agravar ao longo dos anos. Nos últimos 20 anos são recorrentes os problemas, a degradação, o desespero, o aumento da carga burocrática que temos vindo a ser alvo e é reconhecida a desvalorização da profissão docente. Os professores sempre foram de alguma forma conseguindo superar isso, com algum desânimo, mas agora estão unidos como nunca vi, nem na altura da ministra Maria de Lurdes Rodrigues”, conclui o docente há 26 anos de Físico-química.

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