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O presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, quer saber se o Governo vai mesmo avançar com a construção de uma nova barragem em Fagilde.
O autarca deixou o repto depois da reunião realizada terça-feira (15 de fevereiro) com os homólogos de Mangualde, Nelas, Penalva do Castelo e Sátão para discutir o futuro da empresa intermunicipal Águas da Região de Viseu, em altura de seca.
“Independentemente da solução encontrada, temos a necessidade urgente de definição da construção da barragem. Seja qual o sistema que as câmaras escolham, essa é uma necessidade para a qual ainda não temos garantia”, afirmou Ruas em declarações ao Jornal do Centro.
O presidente da Câmara lembra que há um protocolo firmado com a tutela “que nos dá a responsabilidade de fazer um estudo” pago pela Agência Portuguesa do Ambiente. O mesmo estudo, acrescenta Fernando Ruas, serve “para tornar o processo mais célere”.
O autarca garante que, nesta altura, “estamos no início do processo” e diz que, até agora, todas as garantias “foram dadas de forma oral”. “Nós iremos à APA saber exatamente se está garantida a construção da barragem, sabendo que uma barragem demora três a quatro anos a construir”, assegura.
Em 2019, numa visita à região, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, comprometeu-se com uma nova barragem. Ainda assim, Fernando Ruas diz ter algumas dúvidas.
“Não sei se o ministro continuará a ser o mesmo. Se continuar, o compromisso será mais sólido. Se for outro, teremos de contar a história, mas só acreditamos quando começamos a ver obra e as decisões tomadas. Neste momento, ainda não há nada”, considera.
Fernando Ruas mostrou-se ainda satisfeito com o decorrer da reunião que teve ontem com os autarcas de Mangualde, Nelas, Sátão e Penalva do Castelo sobre a água.
O autarca de Viseu diz que foi um encontro produtivo, em que foi analisada uma eventual adesão ao sistema da Águas do Douro e Paiva. Uma hipótese que ainda está a ser estudada.