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O poder e a resistência da cultura em debate na Casa da Ribeira

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fotografia: Jornal do Centro
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Fotografia: Jornal do Centro
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 O poder e a resistência da cultura em debate na Casa da Ribeira

A Casa da Ribeira, em Viseu, organiza esta quarta-feira (14 de junho) um programa especial de atividades sobre a exposição temporária “Quem és tu? – Um teatro nacional a olhar para o país”, que está patente até dia 24 no museu.

A mostra revela a história do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, sobretudo na época do Estado Novo. Às 16h00, o curador da exposição, Tiago Bartolomeu Costa, realizará uma visita orientada, dando a conhecer em detalhe a mostra aos visitantes.

Pelas 17h30, começa um debate com o cenógrafo, figurinista e ex-diretor do Teatro Nacional, António Lagarto, e a historiadora Irene Flunser Pimentel, alusivo ao tema “A sociedade civil, o poder e a resistência no plano artístico e intelectual; os circuitos fora dos grandes centros”.

Esta é uma A história de um teatro nacional durante a ditadura na Casa da Ribeira que está integrada na “Odisseia Nacional”, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II em parceria com a Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de Abril e o Museu Nacional do Teatro e da Dança.

A exposição “dá conta de um período da história” do Teatro D. Maria II, “traçando paralelismos com a realidade política e social do país, à época”, explica o espaço cultural.

“A concessão do Teatro Nacional D. Maria II à Companhia Rey Colaço-Robles Monteiro acompanhou 45 dos 48 anos da ditadura do Estado Novo, tendo-se iniciado em 1929 – três anos depois da instauração da ditadura militar –, e sido continuamente renovada, incluindo em 1964, após o incêndio que encerrou o edifício. Só a revolução levaria ao fim do contrato, em 1974”, especifica o teatro de Lisboa.

Segundo a instituição, esta “mostra estabelece ligações entre a prática artística e o seu contexto político e social, sublinhando relações entre os espetáculos apresentados e as diferentes camadas de representação (do país, da sociedade, do teatro e dos regimes políticos), potenciando a perceção pública de uma certa ideia de (e para o) teatro nacional, tanto enquanto edifício, como na sua missão”.

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