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Viseu tem uma nova associação cultural que aposta na inclusão e na transformação social através das artes. A Grito Livre foi oficialmente apresentada, marcando o arranque de um projeto que junta pessoas com e sem deficiência num espaço comum de criação artística, onde a dança é o ponto de partida.
A presidente da associação, Teresa Costa, explica que o projeto nasce de um percurso já consolidado. “É um manifesto de vontades que celebra uma década de trabalho de movimento e diversidade junto da comunidade”. A responsável sublinha ainda que esta formalização representa “não um início, mas uma evolução”, abrindo novas possibilidades para o futuro.
A Grito Livre distingue-se por assumir a diferença como motor criativo. Mais do que uma associação cultural tradicional, trata-se de um coletivo que integra intérpretes com e sem deficiência, bem como familiares e elementos da comunidade, promovendo uma visão artística contemporânea baseada na inclusão.
O projeto tem como missão garantir o acesso pleno às artes a todos os cidadãos, em especial a pessoas com deficiência ou em situação de vulnerabilidade. Através da dança, mas também de outras linguagens artísticas, a associação pretende combater a exclusão social e fomentar a igualdade de oportunidades.
Com um histórico de cerca de 10 anos de trabalho em parceria com várias instituições locais como escolas e instituições sociais, o grupo envolve atualmente mais de uma centena de participantes. Entre aulas regulares e projetos artísticos, cerca de 114 pessoas participam semanalmente nas atividades, abrangendo todas as idades.
O modelo de trabalho assenta na participação ativa dos envolvidos em todas as fases do processo criativo, desde a conceção até à apresentação, embora nem todos os projetos culminem necessariamente em palco. “É, acima de tudo, um caminho pessoal”, refere Teresa Costa, destacando a importância do desenvolvimento individual, da escuta e da relação entre pares.
A associação pretende ainda reforçar a ligação entre arte e comunidade, promovendo projetos de intervenção local e trabalhando na eliminação de barreiras de acesso à cultura.
O arranque oficial da Grito Livre foi assinalado com um workshop aberto à comunidade, integrado nas comemorações do Dia Mundial da Dança, promovidas pelo município viseense. A iniciativa, de participação gratuita, simbolizou o espírito da associação que é o de uma arte acessível, participativa e transformadora.