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O Grupo Municipal do PSD quer esclarecimentos do executivo socialista sobre o futuro das Unidades de Saúde Familiar (USF) inicialmente previstas para a Avenida da Europa, considerando urgente a definição de um modelo claro para este investimento no concelho de Viseu.
A posição foi assumida no balanço da última reunião da Assembleia Municipal, onde os social-democratas defenderam maior transparência e respostas concretas em áreas consideradas prioritárias, como a saúde, um dos assuntos que esteve em discussão na reunião.
Na área da saúde, o PSD questionou o presidente da Câmara sobre a intenção de manter a localização inicialmente prevista para as USF ou se está em causa a sua deslocalização para freguesias. O partido sublinhou a necessidade de uma estratégia definida, bem como de investimento em inovação, nomeadamente na aquisição de um robot cirúrgico ortopédico, com potencial para reforçar a capacidade da Unidade Local de Saúde e criar um centro de formação nacional.
Na altura, o presidente da Câmara, e também da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões, em resposta ao social-democrata Mota Faria, admitiu a importância do robot cirúrgico, por ser “mais rápido, mais eficaz e menos doloroso”, mas garantiu que não houve qualquer decisão antes de ter tomado posse. Segundo o autarca do PS, a ULS é que tem de fazer a candidatura, cabendo a cada um dos 14 municípios que integram a CIM decidirem se querem entrar neste investimento.
No domínio da habitação, o partido criticou a opção do município pela aquisição de imóveis em vez da construção, alertando que esta estratégia poderá reduzir a oferta disponível no mercado e agravar as dificuldades de acesso à habitação por parte de jovens e famílias. A autarquia avançou com a compra de 50 imóveis Num investimento de cerca de 12,5 milhões de euros, no âmbito da Estratégia Local de Habitação (ELH). A aquisição dos imóveis será candidatada a financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), ao abrigo do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação.
A Câmara de Viseu justificou que esta foi a “solução imediata” encontrada para dar resposta à necessidade urgente de habitação no concelho e continuar a beneficiar do financiamento do PRR (cujo prazo de execução termina em agosto). “Dado que, das 83 habitações identificadas inicialmente na ELH, apenas 17 tinham projeto e financiamento aprovado, não iria ser possível concluir a sua reabilitação nos prazos estipulados pelo PRR, perdendo-se assim a verba comunitária destinada a este fim”, justificou o presidente da Câmara.