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O que está em jogo nas presidenciais: mais do que nomes, valores

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas
07.01.26
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 O que está em jogo nas presidenciais: mais do que nomes, valores

por
Henrique Santiago

As eleições presidenciais representam um dos momentos mais significativos da nossa democracia. Mais do que uma disputa entre candidatos, são um exercício coletivo de reflexão sobre o país que queremos ser e sobre os valores que desejamos ver representados na mais alta magistratura da nação. O Presidente da República não é
apenas um cargo político, é um símbolo nacional!

Portugal vive tempos de grande complexidade política. Muitos cidadãos sentem que a política se afastou da vida real, e que as decisões são tomadas longe das suas preocupações quotidianas. É neste contexto que o papel do Presidente da República assume uma importância renovada. Mais do que nunca, precisamos de uma figura que
simbolize estabilidade, moderação e unidade nacional. O Presidente não governa, inspira. A sua função é garantir o equilíbrio entre os diferentes órgãos de soberania, assegurar o cumprimento da nossa Constituição e, acima de tudo, representar todos os portugueses, independentemente das suas convicções políticas ou ideológicas. É a autoridade que nasce do exemplo e da capacidade de unir ao invés de dividir. Num tempo em que o discurso político tende a ser marcado pela agressividade e pela fragmentação, o Presidente é chamado para ser uma voz de serenidade, capaz de colocar o debate público no que verdadeiramente importa: o bem comum e o futuro do país.

As eleições presidenciais, por esses motivos, não devem ser vistas apenas como um confronto de personalidades, lutas partidárias ou estratégias eleitorais. Ao votar, cada cidadão faz mais do que escolher um nome, escolhe uma atitude perante o futuro. Um voto consciente é também um ato de esperança de que a política possa voltar a ser um espaço de serviço e de confiança, e não apenas mais um lugar de confronto. As eleições, neste caso as presidenciais, recordam-nos que a democracia vive da participação de todos, e que o silêncio e a indiferença são os maiores riscos que uma sociedade pode enfrentar.

Vivemos um tempo que exige ponderação, mas também coragem. Ponderação para reconhecer que os desafios são complexos e não se resolvem com soluções fáceis ou discursos inflamados e coragem para afirmar valores que não passam de moda como, por exemplo, a honestidade, a verdade, o compromisso ou o respeito pelo outro. São estes valores que devem guiar a escolha de quem aspira a representar Portugal como Chefe de
Estado. O Presidente da República tem o dever de ser guardião desses princípios, de inspirar confiança e de recordar a todos que o poder político é, acima de tudo, um serviço à comunidade.

Mais do que um momento eleitoral, as presidenciais são um exercício de cidadania e de reflexão sobre a identidade coletiva. É o momento de pensar que Portugal queremos construir, se um país dividido por vozes extremadas ou uma nação unida por valores que nos elevam e nos aproximam. A democracia é um caminho que se renova a cada voto e a cada escolha consciente.

 Os barcos de Bezos, Catarina e Jerónimo — o abanão das legislativas

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