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O que vai continuar a estar mal no Hidrogénio Verde

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 O que vai continuar a estar mal no Hidrogénio Verde

“O maior projeto industrial desde o 25 de abril”, metido na agenda política “à força, porque às vezes tem mesmo que ser assim” é, nestas palavras de João Galamba, o projeto do hidrogénio verde em Portugal que tenho escrutinado nos últimos quatro anos no Parlamento e que está, a par de outros, no centro do processo que esta semana precipitou a demissão do Primeiro-Ministro e do Governo do Partido Socialista.

O que está no processo judicial é neste momento com a justiça e apenas aos seus órgãos judiciários e judiciais compete; mas não tem faltado quem política e publicamente se queira pronunciar a seu respeito a coberto da cândida atitude de quem diz não querer ver contaminados os projetos da transição energética e a imagem de Portugal perante os investidores externos.

Ora não querendo correr o risco de ver agora santificados estes projetos que alguns entendem ser estruturantes a ponto de deverem beneficiar de especialíssima atenção do Estado e dos governantes, permito-me a recordar o que está mal, sempre esteve mal, e continuará a estar mal na estratégia para o Hidrogénio Verde de Portugal.

Portugal decidiu comprometer, só em projetos de hidrogénio, 225 milhões de euros, fora o que iria gastar em compras públicas deste gás para estabilizar os preços aos produtores de forma a que a tecnologia fosse artificialmente viável – mais um cheque em branco que o PS quis pôr o país a assinar, sem sabermos quantos mais milhões nos custaria ano após ano… Sabemos que o que já foi gasto é quase tanto como o Governo gastou em medidas de eficiência energética das casas dos portugueses, muitas das quais em situação de grave e crónica pobreza energética, nas quais se morre de frio no inverno.

Se há algo que nos pode salvar da catástrofe climática é, sem dúvida, a tecnologia; e é exatamente por isso que, em matéria de descarbonização, devemos seguir o princípio da neutralidade tecnológica: não apostar tudo numa invenção que não esteja ainda consolidada, e não atirar dinheiro sem fim para possíveis caminhos das quais não há soluções tecnológicas comprovadas.

Para quem, como eu, quer ver o mundo descarbonizado, os investimentos avultados em inovação não são o problema, logo que sejam transparentes, ponderados e graduais em relação aos resultados que forem demonstrando. É o próprio Governo no entanto que, na Estratégia Nacional para o Hidrogénio Verde, refere que a tecnologia não tem nem maturidade consolidada, nem racional económico comprovado.

E foi o Governo que, durante estes quatro anos, falhou em provar que o hidrogénio ia ser exportado para Roterdão, tendo mudado rapidamente de discurso; falhou em provar que o hidrogénio estava no futuro de toda a mobilidade, tendo admitido que tal se circunscrevia apenas à mobilidade pesada e de longo curso; falhou em provar as vantagens financeiras que suportam a sua injeção na rede de gás; falhou em provar que é uma tecnologia que, sendo promissora, merece este comprometimento de fundos nacionais.

Manda o bom-senso – em especial o dos países que não são ricos – que a inovação seja tratada como tal: em projetos piloto, de forma cautelosa e ponderada. No caso do Hidrogénio, que estes projetos fossem para que o hidrogénio pudesse ser consumido onde fosse produzido, tendo em atenção os consumos de água doce, os custos de eletrólise e a rentabilidade dos mesmos. E é importante referir que isso aconteceu e que existem bons exemplos em Portugal.

O que o bom senso recusa é que um país justifique uma aposta desta dimensão numa tecnologia com pressupostos que não comprova, como alguns dos que enunciei ou como o bom exemplo de, em termos de armazenamento energético, o hidrogénio verde poder perder a corrida para a evolução das baterias ou outras tecnologias.

Isto é o que vai continuar mal na estratégia de hidrogénio, porque boa parte destes milhões podem ter uma aplicação com muito melhores resultados para a descarbonização e, já agora, para as faturas dos consumidores que este ano aumentaram nos custos de acesso à rede e no montante de dívida que terão de suportar para o futuro. Gastos imprudentes, aumento de preços camuflados e dívida para futuro… Já vimos este filme: está na hora de mudar.

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