No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Fiz uma pequena viagem aos discursos da tomada de posse dos presidentes da câmara do Distrito de Viseu. Todos cheios de boas intenções! Um deles (Lamego) chamou-me a especial atenção. O novo presidente esteve já entre 2005/2017. Bom exemplo em dois pontos:
– O primeiro é quando diz que dará particular atenção ao conhecimento, á crítica, às sugestões e aspirações da gente da cultura (intelectuais, pensadores, professores, poetas, músicos, artistas, artesãos). Diz que representam a verdadeira identidade de um povo! Claro que isto pode provocar algumas reações, mas é verdade que as cidades tem que começar a ouvir aqueles que melhor as sentem e sabem ensinar a amar. Eles mostram aquilo que muitas vezes não se vê. São o emocional da cidade e o sentir é a verdade maior.
Viseu vive demasiado amarrada ao Rossio (eleitos e funcionários) e embora respeite o seu olhar, nem sempre é o mais clarividente. Por exemplo, num concelho onde nem todos tem água e saneamento, insultam-nos com um Mercado 2 de Maio kitsch, insalubre e caro. Porquê? Também era assim que pensava o segundo arquiteto mais influente do mundo nos domínios do urbanismo (Jaime Lerner). Dizia aos municípios do mundo inteiro, ouçam os amantes das cidades, aqueles que as sentem melhor…
– O segundo ponto remete para a execução de uma auditoria externa e independente á Câmara de Lamego. Parece que se chama o diabo quando falamos em avaliação, mas é necessário fazer o ponto da situação quando uma coisa acaba e outra começa. O cidadão tem o direito de conhecer essa avaliação e ser confrontado com a verdade das coisas. Não há nada pior, nem mais injusto, do que criar falsos heróis ou falsos culpados. Isso faz-me lembrar os sistemas de avaliação de desempenho onde todos são avaliados com Muito Bom. Quando pergunto ao chefe, porquê? Ele responde que não quer prejudicar ninguém! O pior é que ao classificar todos por igual está a prejudicar os melhores e a dizer-lhes que não vale a pena tanto empenho! Prejudica tudo, todos, o próprio trabalho e abre a porta a uma espécie de saldo de promoções indevidas…
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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Ana Isabel Duarte
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Vítor Santos
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Henrique Rodrigues Santiago