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O vereador do PSD na Câmara de Viseu João Paulo Gouveia exortou hoje o executivo liderado por João Azevedo (PS) a ser ambicioso e dar continuidade ao projeto do centro de artes e espetáculos (CAEVis) que herdou.
Durante a reunião pública do executivo, o vereador da oposição disse que “Viseu ficaria grato à Câmara se levasse para a frente um projeto desta envergadura” e mostrou-se convencido de que “a região iria certamente aplaudir”.
João Azevedo, que derrotou Fernando Ruas (PSD) nas últimas eleições autárquicas, reiterou que, “neste momento, o CAEVis não é opção porque não há dinheiro” e lembrou que estava previsto um investimento de 35 milhões de euros, mas sem qualquer financiamento garantido.
Em declarações aos jornalistas no final da reunião, João Azevedo explicou que o executivo está “a fazer a reavaliação do [pavilhão] multiúsos”, de forma a ter uma estratégia para resolver, nos próximos anos, o problema da falta de uma grande sala de espetáculos na cidade de Viseu.
A reabilitação do pavilhão multiúsos foi também uma intenção do antigo presidente da autarquia Almeida Henriques (PSD), já falecido, deixada de parte por Fernando Ruas quando voltou à Câmara em 2021.
Em 2013, depois de ter estado 24 anos no poder, Fernando Ruas apontou a construção do centro de artes como uma das obras que gostaria de ter feito antes de sair.
Almeida Henriques sucedeu a Fernando Ruas e fez uma opção diferente, tendo, em agosto de 2020, aprovado o financiamento do Viseu Arena (que representava um investimento total de 6,4 milhões de euros), para que a cidade pudesse vir a ter a maior sala de espetáculos e recinto multiúsos do Centro do país.
No entanto, com o regresso de Fernando Ruas após as eleições de 2021, a solução para resolver a lacuna de uma grande sala de espetáculos na cidade voltou a mudar. O executivo decidiu não transformar o pavilhão multiúsos no Viseu Arena e optou por reapreciar o projeto já existente para o centro de artes.
“É uma grande desilusão para os viseenses que o CAEVis não seja executado. Eu diria até que é uma falta de ambição para toda uma região que Viseu lidera não construir o centro de artes”, disse aos jornalistas João Paulo Gouveia, que foi vice-presidente de Fernando Ruas.
Na sua opinião, este é “um executivo sem visão, sem ambição, em gestão corrente e que está a pensar”, sem que surjam medidas concretas.
Segundo o antigo vice-presidente, “havia algum financiamento comunitário (cerca de 700 mil euros)” e “uma receita de mais de quatro milhões de euros da venda dos terrenos em frente, que a Câmara alienou”.
“O projeto está pronto, há algum dinheiro para que a obra possa ser continuada, naturalmente num plurianual, porque ela não é concretizável num ano, nem dois”, afirmou, considerando que Câmara de Viseu, juntamente com o Governo e eventualmente uma candidatura direta a Bruxelas, poderia tentar conseguir financiamento para, “daqui por meia dúzia de anos, ter algo que diferenciasse e projetasse para o futuro”.