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O orçamento municipal de Armamar para este ano, no valor de 21 milhões de euros (mais 11,7% comparativamente ao de 2025), foi aprovado por unanimidade na Câmara e na Assembleia Municipal, anunciou hoje a autarquia.
Eleito nas últimas autárquicas, o presidente da Câmara de Armamar, Márcio Morais, considerou que se trata de um orçamento que “concilia ambição com responsabilidade, assegurando estabilidade financeira, investimento estruturante e proteção do rendimento das famílias”, ao mesmo tempo em que aposta numa governação focada nas pessoas e no território.
Segundo esta autarquia do distrito de Viseu, o documento “assenta numa gestão orçamental equilibrada, respeitando o princípio do equilíbrio financeiro e garantindo que a receita corrente é suficiente para suportar a despesa corrente e as amortizações, libertando margem para o investimento público”.
O executivo camarário pretende reforçar a sua intervenção em áreas estruturantes como a educação, com a requalificação do edifício do agrupamento de escolas Gomes Teixeira e o reforço do serviço de transporte escolar.
Outra das prioridades é a ampliação da Zona Industrial de Armamar, “para dar resposta às necessidades que resultem da aposta que vai promover na captação de investimento privado e fixação de novas empresas”.
No setor económico estão também previstas “ações de valorização e suporte ao setor agrícola”.
No que respeita à saúde, pretende assegurar “a continuidade da construção da nova unidade local de saúde”, enquanto no apoio social e na habitação “as linhas de atuação estão já definidas no âmbito da Estratégia Local de Habitação e no programa Primeiro Direito, e são consideradas uma prioridade”.
O executivo quer também continuar a renovar a rede viária, “num investimento plurianual cujo objetivo é garantir acessibilidades e segurança de circulação em todo o território do concelho”.
Nas políticas ambientais, destacou “a construção e colocação em funcionamento de duas novas estações de tratamento de águas residuais, bem como a renovação dos sistemas de abastecimento de água em vários pontos do território”.
O orçamento prevê também investimentos em eventos culturais e desportivos, no apoio ao setor associativo e para reforço da capacidade de resposta às populações no âmbito da proteção civil.
A autarquia explicou que “grande parte destes investimentos será concretizada com recurso a fundos comunitários, nomeadamente ao PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e ao Portugal 2030”, potenciando a sua capacidade financeira sem comprometer a sustentabilidade.
Este ano não haverá agravamento da carga fiscal sobre os munícipes, tendo o executivo optado por manter “uma política fiscal responsável e amiga das famílias e das empresas”.
Neste âmbito, o IMI “foi fixado na taxa mínima legal de 0,3%, representando uma poupança estimada de mais de 211 mil euros anuais face à aplicação da taxa máxima”, e o rendimento disponível das famílias será “reforçado por via da devolução de 4% do IRS aos munícipes, num valor aproximado de 167 mil euros”, explicou.