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Começou esta quinta-feira (18 de novembro) a segunda Conferência de Recursos Humanos da Região Centro, organizada pela Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV).
O evento vai prolongar-se até amanhã (dia 19) abordando e debatendo “diversos temas extremamente importantes” nas palavras do presidente da AIRV, João Cotta.
Na sua intervenção, o dirigente admite que a Covid-19 trouxe momentos difíceis para as empresas e as pessoas a vários níveis.
“A pandemia esticou alguns dos nossos limites e mostrou as nossas vulnerabilidades e a importância da saúde mental, da conciliação da vida familiar com a vida pessoal e da tecnologia. No fundo, têm sido dois anos particularmente difíceis, não só para as empresas como para as pessoas e que nos colocou perante uma tensão nunca antes vista”, disse.
João Cotta acrescentou ainda que a pandemia mostrou que as empresas estão dependentes da gestão dos seus funcionários e defendeu “empresas mais inclusivas, tolerantes, sem preconceitos, diversas e que expressem a gratidão e aceitem os erros e as vulnerabilidades”.
“Todos nós somos vulneráveis. Admitir vulnerabilidades não é um sinal de fraqueza, mas antes de força, e penso que o paradigma da gestão de pessoas tem de mudar”, afirmou.
Pandemia trouxe novos métodos de RH, diz diretora do IEFP
Já a diretora do Instituto do Emprego e Formação Profissional de Viseu, Marta Rodrigues, realçou que a Covid-19 abriu novos caminhos na gestão de recursos humanos.
A responsável reconheceu que é preciso “ir mais além, isto porque a polarização do mercado de trabalho, a diversidade das competências e as constantes mutações que estamos a viver trazem novos métodos e a pandemia foi o maior exemplo”.
“É necessário cada vez mais que consigamos desenvolver o pensamento crítico dos cidadãos e das organizações e uma coisa é certa: os modelos tradicionais estão a desaparecer e a dar lugar a novos modelos com base na questão do digital”, enfatizou. Marta Rodrigues acrescentou também que as organizações têm de saber lidar com a necessidade de liderar e motivar equipas.
“Mais do que gerir equipas ou um grupo de equipas, nós temos de saber motivar e inspirar a nossa equipa. Por isso, é preciso investir e reconhecer as suas capacidades, conhecimentos, competências, gostos, preferências e motivações. Se olharmos bem, investir nas pessoas é benéfico para as nossas organizações. As pessoas competentes, motivadas e orientadas para darem o seu melhor contribuem para a excelência e a diferenciação da organização”, afirmou.
A Conferência de Recursos Humanos decorre na sede da AIRV, em Viseu, e conta com o apoio do Jornal do Centro.