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Paralisação dos enfermeiros “fez mossa” na cirurgia de ambulatória e consulta externa do hospital de Viseu

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03.02.23
fotografia: Jornal do Centro
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03.02.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Paralisação dos enfermeiros “fez mossa” na cirurgia de ambulatória e consulta externa do hospital de Viseu

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou uma nova greve para 24 de fevereiro, depois de uma paralisação de duas horas daqueles profissionais do Centro Hospitalar Tondela-Viseu (CHTV), ter afetado, esta sexta-feira, serviços como a cirurgia em ambulatório.

De acordo com o representante do sindicato na Beira Alta do SEP, Alfredo Gomes, as duas horas de paralisação “causaram mossa”. “Por exemplo, a cirurgia de ambulatória esteve parada durante o tempo em que estiveram aqui os enfermeiros, a consulta externa teve bastantes valências que pararam e mesmo no bloco há cirurgias comprometidas porque não está lá a dotação dos enfermeiros necessária”, disse.

Entre as 10h00 e as 12h00, cerca de 200 enfermeiros juntaram-se à porta do CHTV e aprovaram uma moção com as reivindicações que entregaram à administração desta unidade de saúde. Entre elas, o descongelamento da carreira que apesar de já estar ativo desde 2018 ainda, segundo Alfredo Gomes, não está em prática.
“Aos enfermeiros que tiveram contratos em instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, porque eram precários, não lhes estarem a ser atribuídos pontos [relativos] a esse período – portanto, não progridem na carreira”, explicou.

“Apesar do Tribunal já ter dado razão aos Eefermeiros e ao SEP por três vezes e a Administração do CH Tondela Viseu ter o poder e a autonomia para decidir, mesmo depois de cerca de 500 reclamações recebidas, a administração não assume o pagamento de retroativos desde janeiro de 2018, não assume a resolução de todas as injustiças relativas, não assume a atribuição de pontos ao tempo de exercício em vínculo precário e procedeu ao posicionamento incorreto dos Enfermeiros Especialistas e Gestores”, acrescentou.
“São enfermeiros que reuniram condições para progredirem em janeiro de 2018 e o Ministério da Saúde (MS) só quer reposicioná-los e pagá-los a partir de janeiro de 2022, são enfermeiros que passaram para especialistas e não estão a contar pontos para trás”, disse ainda.

Este responsável do SEP afirmou que “são uma série de problemas que, pela lei do Orçamento de Estado de 2018, já deviam estar resolvidas”, mas houve “poucas evoluções” por parte do conselho de administração do CHTV.
Alfredo Gomes disse que, ainda esta sexta-feira, os enfermeiros vão “pedir uma reunião ao conselho de administração para saber se há ou não outros compromissos assumidos” que evitem a greve do dia 24 de fevereiro.

Alfredo Gomes esclareceu ainda que os enfermeiros disseram ao sindicato que “não querem desistir da luta” e destacou que, “felizmente, há casos de conselhos de administração que já assumiram a resolução” deste tipo de situações.
A título de exemplo indicou a Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda e a ULS do Nordeste, onde, “neste momento, não é preciso nenhuma lei especial para os conselhos de administração resolverem estes problemas”.

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