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Os produtores da zona do Távora lamentam o atual estado da Barragem do Vilar, que tem apenas uma capacidade de água de 19 por cento.
A seca já preocupa os fruticultores, que começaram a construir charcas de água para se precaverem face a esta situação.
A Barragem do Vilar, que serve os concelhos de Tabuaço, Sernancelhe e Moimenta da Beira, tem agora apenas 19 por cento de capacidade. A produção elétrica está interrompida, bem como a autorização para o regadio.
O presidente da Cooperativa Agrícola do Távora, sediada em Moimenta da Beira, diz que alguém se distraiu permitindo descargas na barragem para a produção de eletricidade.
“Alguém acreditou demasiado que haveria chuva a partir de março e abril e que isso iria repor os níveis, mas acho que, atendendo às alterações climáticas e às previsões meteorológicas, alguém com responsabilidades esteve distraído e permitiu que muitas barragens pudessem ser turbinadas para produzirem energia”, afirma João Silva.
O dirigente lembra que a barragem “alimentava muitos pomares” e diz-se preocupado com a seca, considerando que a chuva prevista já para os próximos dias não vai ser suficiente para resolver o problema da falta de água.
Quanto às charcas, o presidente da Cooperativa do Távora diz que o Governo ainda teve “bom senso” em avançar com apoios para a sua construção, mas considera que o investimento já vem tarde. “As charcas não têm rega e aquilo o que está a ser feito já foi tarde e devia ter sido feito antes”, acrescenta.
O dirigente considera que, em altura de seca, o Governo “já previa que muitos agricultores iam candidatar-se às charcas para armazenar água”, mas também diz que a tutela não pode “andar a fazer barragens a torto e direito”.
O distrito de Viseu encontra-se nesta altura em situação de seca moderada, mas, nos próximos dias, pode chegar a seca extrema.