Massive cloud of smoke and dust rising from a building behind trees along a highway, seen from a moving vehicle
Four men in suits applaud during a plaque unveiling outside a white building with an arched window.
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A sunny riverside beach with people sunbathing under straw umbrellas on a sandy shore, next to a calm green river framed by forested hills.
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Politécnico de Viseu colabora na criação de mestrado em cibersegurança

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Fotografia: Jornal do Centro
Aerial view of a sandy beach with large stone letters forming a message, promoting recycling; below, the slogan 'Começa por reciclar as desculpas' and a call to action with a URL.
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 Politécnico de Viseu colabora na criação de mestrado em cibersegurança

O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) está a colaborar com a Universidade de Tecnologia de Poznan (PUT), na Polónia, para a criação de um mestrado em Cibersegurança disponível para todos os estudantes das dez instituições da aliança que integram a universidade europeia EUNICE (European University for Costumised Education).

Recentemente, Mariusz Glabowski, docente da PUT e Coordenador do Mestrado em Cibersegurança visitou as instalações do IPV e assegurou que o maior benefício em criar mestrados em conjunto com outras instituições de ensino superior “é a possibilidade de oferecer aos estudantes os melhores recursos que existem nas diferentes universidades”.

O docente reconheceu ainda que é cada vez mais crucial oferecer às sociedades “especialistas que consigam proteger a privacidade de todos e um mundo mais educado”. Um mestrado partilhado entre várias universidades “é muito importante pela partilha de infraestruturas e laboratórios”. O Mariusz Glabowski explica que “os laboratórios são muito caros” e que, por isso, “não compensa criar o mesmo laboratório em dez universidades”, sendo “melhor criar em duas ou três para oferecer o acesso a todos os estudantes das universidades parceiras”.

O mestrado EUNICE traz a vantagem de os estudantes não precisarem de sair da sua universidade. Dado que é “muito difícil encontrar um período para os estudantes de dez universidades se deslocarem até aos laboratórios”, os estudantes vão “ter acesso a 60 laboratórios com equipamentos virtuais”, conseguindo “oferecer os melhores recursos a qualquer momento”.

Em relação à colaboração entre a PUT e o IPV, apesar de saber que é “preciso encontrar especialistas em tecnologia”, Mariusz Glabowski garante que o melhor são as relações humanas que se têm vindo a construir. O sentimento é recíproco do lado do IPV, expresso pelo pró-presidente para a Informática e Infraestruturas Filipe Caldeira, que vê neste mestrado uma parceria com “grandes expectativas” futuras.

“Na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu (ESTGV) existiria alguma dificuldade em oferecer o mestrado muito especializado na área de Cibersegurança e podendo fazê-lo de uma forma internacional com vários parceiros, vai ser muito bom”, explica o docente.

Oportunidade para estudantes do IPV
O Professor João Henriques, docente da (ESTGV) e colaborador na criação do mestrado, refere que “quer toda a partilha de recursos, de pessoas e até de experiências dos alunos e todos o acesso a conhecimento de outras instituições que podem abordar especificidades próprias” são boas nesta parceria internacional.

Sendo uma oferta formativa partilhada, o Professor Filipe Caldeira acredita ser “uma oportunidade (para os estudantes) de fazerem alguma mobilidade internacional sem terem de se deslocar”.
Para além disso, o professor refere ser muito importante já que “muitos estudantes da área já estão a trabalhar” e, portanto, permite-lhes ter essa experiência internacional, adquirindo ainda formas de funcionamento de outras instituições europeias.

Outra variável da sinergia de conhecimentos que um estudante pode esperar caso se inscreva no mestrado de Cibersegurança apontado pelo pró-presidente para a Informática e Infraestruturas é “a partilha que existe dentro da EUNICE”, ou seja, “poder interagir com os parceiros internacionais, decidir quais as melhores estratégias e conteúdos a adotar”. Consequentemente, os estudantes têm “mais recursos físicos, apesar de usados virtualmente e dos quais o IPV não dispõe e, por isso, é possível fazer esta partilha de conhecimentos entre as várias instituições formando uma mais-valia para estes cursos também”.

De acordo com o Professor Mariusz Glabowski, o tema cibersegurança foi escolhido de forma a poder “educar toda a sociedade sobre quais os procedimentos a fazer para aumentar a segurança na Internet”.

Apesar de não ter havido qualquer problema em atrair estudantes e docentes das universidades parceiras para criar o curso de cibersegurança, houve um grande desafio que ainda não foi ultrapassado: a legislação.

O maior desafio apontado pelo professor da PUT é criar “uma regulação comum para as universidades europeias” que ainda não existe sendo que “nem as universidades europeias nem a comissão europeia ainda conseguiu resolver o problema na totalidade”.

Por esta razão, é tudo feito “passo a passo” e é possível “oferecer aos estudantes as unidades curriculares comuns acessíveis a todos”, só não é possível ainda “dar um diploma em comum no final do curso que seja reconhecido”.

O principal objetivo do mestrado é que “os alunos consigam pôr em prática esses conhecimentos nas empresas e que se consiga aumentar a capacidade dos alunos na resolução de certos problemas que na área de Cibersegurança é cada vez mais pertinente”.

Este mestrado em Cibersegurança é apenas o primeiro de vários mestrados EUNICE que estão a ser trabalhados em conjunto com as universidades parceiras permitindo ao IPV ser reconhecido internacionalmente e garantindo estar no centro da educação superior europeia.

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