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População e bombeiros criticam estado da Estrada Nacional 228 em Vouzela

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 Depois de dias de sol, chuva está de regresso a Viseu
25.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Depois de dias de sol, chuva está de regresso a Viseu
25.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 População e bombeiros criticam estado da Estrada Nacional 228 em Vouzela

Populares e bombeiros do concelho de Vouzela criticam o atual estado da Estrada Nacional 228, que ficou com vários danos por causa do mau tempo registado em dezembro de 2019 e chegou a estar fechada ao trânsito durante um ano.

A Infraestruturas de Portugal, que gere a estrada, já fez algumas obras. No entanto, quem vive perto do caminho reclama uma intervenção de fundo e lamenta o estado da via que atravessa algumas povoações de Vouzela.

Felizberto Santos, morador em Fatuanços, teme que ocorra uma tragédia e que algum carro fique soterrado na sequência de derrocadas, falando mesmo de “uma miséria”. “Podem cair coisas. Se chover, um indivíduo pode ficar nos penedos e cair soterrado. É preciso uma reparação de fundo”, acrescenta.

Felizberto Santos diz que esta situação já se prolonga “há tempo demais” e diz que há condutores que têm medo de passar pela estrada.

Também Aristides Gomes, morador em Vasconha, critica o estado em que se encontra a via. “É uma vergonha grande. Daqui até Vouzela são sensivelmente dez quilómetros e, se a estrada estiver fechada, fazemos 17. Seja para um lado ou para o outro, é a mesma coisa”, reclama.

O morador não esconde que chegou a ter medo de atravessar a EN228 “porque havia uma barreira que era um bocado perigosa”, uma situação que foi eventualmente resolvido com a colocação de uma rede.

No entanto, diz que esse receio é superado pelo hábito de passar pela via. “É uma questão de rotinas. A pessoa pode ter medo de uma determinada coisa, mas depois começa a passar e até esquece”, afirma.

O comandante dos Bombeiros Voluntários, Joaquim Tavares, partilha as preocupações dos habitantes sobre a estrada que também é atravessada pela corporação.

O responsável frisa o “perigo eminente” para os automobilistas pelo risco de derrocadas. “Pode haver a qualquer momento uma derrocada de pedras que podem atingir uma viatura e causar ali a desgraça de algumas famílias”, sustenta.

Quanto ao socorro, o comandante dos Bombeiros de Vouzela diz que a EN228 é importante para a sua prestação junto das povoações atravessadas pela estrada.

“É uma estrada praticamente prioritária com o acesso a Viseu e a povoações como Vasconha e Queirã. É a estrada mais rápida que temos para lá chegar. Se estiver interrompida, o socorro perde no mínimo 12 a 15 minutos”, explica.

Joaquim Tavares diz ainda que o Estado devia intervir na estrada com “outros olhos” de modo a resolver os constrangimentos que acontecem na via. “Esta estrada está a pôr em causa mesmo as pessoas que vão para o trabalho, causando grandes transtornos”, remata.

Segundo a Câmara de Vouzela, a Presidente da Câmara de Vouzela teme que EN228 venha a ser cópia de derrocada em Borba que necessitam de obras com um investimento de 10 milhões de euros num prazo de dois anos.

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