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O presidente da Câmara de Viseu, o socialista João Azevedo, assinalou hoje que “é importante que o PS esteja convocado” para apoiar a candidatura presidencial de António José Seguro, de forma a conjugar apoios partidários e independentes.
“Meu querido Armando Mourisco [presidente da federação distrital do PS], o dirigente máximo do PS em Viseu, tu representas a parte do PS, a parte que é muito importante também, e é importante que o PS esteja convocado para dar este contributo a António José Seguro”, frisou hoje João Azevedo num discurso no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), em Viseu.
O autarca socialista, que nas eleições autárquicas de 12 de outubro venceu a Câmara de Viseu ao histórico social-democrata Fernando Ruas, citou ainda o nome de vários membros do PS de Viseu, como o ex-secretário de Estado João Paulo Rebelo, o vereador da Câmara Miguel Pipa ou a presidente das Mulheres Socialistas e deputada Elza Pais, presentes na sala, como “dezenas de pessoas do PS que devem esse contributo ao candidato que o PS apoia, António José Seguro”.
Estimando que “mais de metade das pessoas” presentes no auditório do IPDJ, cerca de 300, fossem independentes, considerou que os não filiados no PS “representam uma alavanca, um motor, um dínamo fundamental” na caminhada eleitoral.
Com “o PS de um lado e os independentes de outro”, João Azevedo vê uma “ligação natural de uma candidatura à Presidência da República”, considerando que António José Seguro representa uma “bússola da unidade, da união”.
Antes da intervenção do autarca viseense, foi também lida uma mensagem de apoio a António José Seguro por parte do jornalista do Expresso Henrique Monteiro, que não pôde estar presente alegando “compromissos familiares incontornáveis”.
“Não sendo socialista, julgo ter em mim a liberdade que norteou os meus pais, os meus avós, e sobretudo o meu tio Álvaro Monteiro, e reconhecer em ti essa qualidade, essa chama de homem livre que coloca o país à frente de interesses particulares”, segundo a mensagem de Henrique Monteiro.
O jornalista elencou várias qualidades que vê em António José Seguro, como “a tolerância antes da quezília, a procura de consensos e não de vantagens, a esperança e a luta por um país melhor e mais justo”.
Antes da intervenção de António José Seguro, tomou a palavra também a mandatária distrital da candidatura, Florbela Sá Cunha, que catalogou o candidato como parte de um conjunto de “bússolas morais”, a par de históricos socialistas como Mário Soares, Salgado Zenha ou Manuel Alegre, que recordam “que a democracia só se sustenta quando é habitada por pessoas dispostas a defendê-la, mesmo quando isso não é popular, fácil ou cómodo”.
Para a mandatária, António José Seguro é “alguém que traz clareza, proximidade, respeito pelo país e pelas pessoas”.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.