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Presidenciais: Mineiros da Urgeiriça prometem a Jorge Pinto lutar pelos seus direitos “à pazada e à picareta”

Candidato reuniu com antigos trabalhadores da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, ouviu críticas ao Estado e defendeu reconhecimento e resposta às reivindicações dos mineiros expostos ao urânio

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 Presidenciais: Mineiros da Urgeiriça prometem a Jorge Pinto lutar pelos seus direitos “à pazada e à picareta”

O candidato presidencial Jorge Pinto encontrou-se hoje com os antigos mineiros da Urgeiriça para ouvir lamentos de quem ainda vê camaradas a morrer devido à exposição ao urânio e promete continuar a lutar “à pazada e à picareta”.

Jorge Pinto foi recebido, esta tarde, na sede da Associação dos Ex-Trabalhadores das Minas de Urânio (ATMU) por antigos mineiros da mina da Urgeiriça, em Canas de Senhorim, e registou as reivindicações de quem, durante anos, foi “carne para canhão” – as palavras são dos antigos mineiros – na extração de um metal radioativo cujas consequências perduram até hoje.

Apesar de a atividade nesta mina estar encerrada há muitos anos, a radioatividade do urânio não deu tréguas a esta população, tendo já, de acordo com o presidente da ATMU, António Minhoto, causado a morte de cerca de duas centenas de pessoas com cancro. 

O antigo mineiro, emocionado, contou a Jorge Pinto que o Estado falhou no compromisso de descontaminar as dezenas de casas construídas sobre terras com material radioativo e pediu ao candidato apoiado pelo Livre, caso seja eleito, uma atitude diferente da do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

“Ao atual Presidente da República, nós fizemos várias diligências sobre isto. Nunca respondeu, nem nunca quis saber. Tantas fotografias, tantos beijos, mas dos mineiros não quis saber”, lamentou António Minhoto.

A esta crítica juntou-se Jorge Pinto que, aos jornalistas, defendeu que cabe a um chefe de Estado “ouvir as pessoas e forçar ao máximo” para que se executem os compromissos assumidos com estes trabalhadores, considerando “incompreensível o total silêncio” de Marcelo Rebelo de Sousa.

Jorge Pinto defendeu que o país “deve muito a estes mineiros” e o mínimo que o Estado pode fazer é reconhecer e responder às suas “justas reivindicações e anseios”, porque foram muitos trabalhadores, bem como as suas famílias, a serem afetados sem “terem culpa de nada” e apenas por “terem nascido numa casa que estava contaminada”.

No interior da sede da associação, que alberga também um pequeno museu em tributo aos mineiros, António Minhoto afirmou a determinação inabalável destes ex-trabalhadores, recorrendo à linguagem própria da atividade mineira para ilustrar a persistência dos seus protestos: “Connosco tem de ser tudo à pazada e à picareta, ainda hoje. Usar a força dos mineiros para conseguir os direitos”.

Os mineiros, que venceram, em 2021, o Prémio Direitos Humanos atribuído pela Assembleia da República, dizem não querer este tipo de galardão, mas sim respostas aos seus problemas, e pedem a construção de um memorial às vítimas: “Não é um memorial de agradecimento. É para nunca mais acontecer”, disse António Minhoto.

À Lusa, António Minhoto explicou que, além do memorial e da recuperação das casas, a associação quer a instalação de um museu, para que se possa estudar e documentar a história daqueles trabalhadores, e que se retirem as mais de 100 toneladas de urânio que ainda estão armazenadas na região.

Se o Estado optar por vender essas reservas, os mineiros exigem que as verbas sejam aplicadas no bem-estar dos locais e no desenvolvimento da região.

A mina da Urgeiriça iniciou a sua atividade em 1913, com a exploração de rádio, que se prolongou até 1944. A partir desse ano, iniciou-se uma nova fase com a produção de urânio, tendo a atividade mineira encerrado definitivamente em 1991.

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