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Os primeiros contratos relativos às Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram assinados este sábado com mais de uma dezena de consórcios empresariais, entre eles o consórcio liderado pela empresa ALS com sede em Tondela.
Um projeto na área da saúde com um investimento de cerca de 25 milhões de euros, e que vai permitir o recrutamento de quadros especializados para 48 postos de trabalho.
O projeto chama-se SMARTgNOSTICS e foi o “projeto mais pontuado pelos peritos externos”, conforme revelou o secretário de Estado da Economia, João Neves.
Sobre o SMARTgNOSTICS, João Cotta, diretor geral da ALS, tinha já explicado que alguns dos dispositivos que estão no projeto serão desenvolvidos em meio académico e haverá necessidade de fazer a sua produção em ambiente industrial.
“Estamos a falar de um investimento que ronda os 25 milhões de euros e que vai provocar um impacto na região de cerca de 100 milhões de euros. É, claramente, um projeto reprodutivo que vai aumentar o VAT (valor acrescentado) da região em 48 milhões, as exportações em cerca de 150 milhões de euros. Vai mesmo transformar a região”, frisou.
O consórcio é liderado por várias empresas e institutos de ensino, entre elas a Fresenius Kabi e o Instituto de Nanotecnologia de Braga.
Trata-se de um projeto que se vai dedicar à investigação de dispositivos de diagnóstico, entre eles a resistência ao antibiótico, permitindo que em Tondela, e na região, se crie um centro de biotecnologia de Portugal.
Já na cerimónia de assinatura, o primeiro-ministro, António Costa, assegurou que nenhum projeto de inovação candidato ao programa “Agendas mobilizadoras” será excluído por falta de financiamento e propôs encontros anuais para avaliar a execução dos projetos.
Foram assinados 13 contratos de financiamento com consórcios entre empresas e entidades científicas e tecnológicas que se candidataram a este programa com projetos em setores como o agroalimentar, biotecnologia e mobilidade elétrica.
Segundo o primeiro-ministro, “tem sido uma agradável surpresa a reação que quer o tecido empresarial, quer o sistema científico têm tido a este desafio”, através do qual, com recurso a fundos europeus, o Governo ambiciona “alterar estruturalmente o perfil da economia portuguesa”.
“O júri foi um júri internacional muito exigente, que dos 64 consórcios acabou por selecionar até agora 51 – digo até agora porque sei que há alguns consórcios que ainda estão em fase de reclamação”, referiu.
Em seguida, António Costa afirmou que “não é por falta de recursos financeiros que os projetos não se realizarão, não é por falta de recursos financeiros que o júri deixará alguém para trás”.
“Também quero dizer outra coisa muito importante: não é pelo facto de haver recursos financeiros que qualquer projeto deve passar no critério do júri. Eu tenho a enorme vantagem de não fazer parte do júri nem ter sequer qualificações para poder fazer parte do júri”, acrescentou, defendendo que a avaliação dos projetos deve feita com liberdade e exigência.
O primeiro-ministro propôs que haja encontros como este com caráter anual, para se fazer “o ponto da situação” destes projetos, que devem ser concretizados até ao fim do ano de 2026.
“Acho que este exercício é muito importante, não só para reforçar a responsabilidade dos próprios, mas também para a confiança daqueles que, como eu, temos de responder pela utilização das verbas que a União Europeia nos disponibilizou, e para reforçar a confiança que a União Europeia tem na capacidade do país e do seu tecido empresarial e do seu tecido científico executarem este projeto tão transformador”, justificou.
No início da cerimónia, o ministro da Economia, António Costa Silva, considerou que “este elemento do PRR é o mais emblemático” e “pode conduzir à transformação do perfil da economia portuguesa”, criando “setores exportadores de alta tecnologia”.
A assinatura dos primeiros contratos do programa “Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial” acontece “com seis meses de antecedência” em relação ao prazo estabelecido entre o Governo português e a Comissão Europeia, referiu Costa Silva.Esta cerimónia contou também com a presença das ministras da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, da Saúde, Marta Temido, e da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa.