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O PS Vouzela manifesta a sua “insatisfação e profunda perplexidade pelo atraso e estagnação do processo de desagregação” das uniões de freguesias do concelho, desde que o processo passou para as mãos da concelhia local do PSD.
“Com a publicação da lei número 39/2021, o Partido Socialista colocou na mão dos eleitos locais o processo de separação das freguesias. Os eleitos locais do PS Vouzela, cientes dessa responsabilidade levantaram a discussão pública em fevereiro de 2022 para restaurar as freguesias que o governo de Passos Coelho, PSD extinguiu”, refere a concelhia socialista de Vouzela em comunicado.
Na mesma nota enviada à imprensa, a seção do PS acusa do PSD, “através dos seus eleitos locais, nas assembleias de freguesia convocadas para a discussão popular”, de ter-se apoderado do processo, entregando “a redação da moção aos serviços da Câmara Municipal”.
“Todo o processo está numa gaveta bem funda a que o PS não tem acesso e não havendo até ao momento nenhum documento apresentado pelos eleitos locais do PSD para discussão e para apresentação junto da Assembleia da República”, refere o PS, salientando que “o povo de Cambra, Carvalhal de Vermilhas, Fataunços, Figueiredo das Donas, Paços de Vilharigues e Vouzela, merece ser ouvido” e “viver num município que respeita os valores democráticos e a vontade generalizada das suas populações”.
Os socialistas exigem ainda que o PSD avance rapidamente com o processo de desagregação das freguesias, fazendo cumprir a vontade das populações.
“É profundamente lamentável que o PSD faça da sua maioria na Assembleia Municipal e nas assembleias de freguesia, um mecanismo para calar a vontade de um povo, calando também o PS nas suas inúmeras tentativas de avançar com este processo nas referidas assembleias, por isso, em nome dessa voz, apelamos a que todos compareçam nas assembleias de freguesia que foram, entretanto, convocadas”, conclui a concelhia do PS.
O presidente da concelhia do PSD de Vouzela, José Lino Tavares, recusa as criticas dos socialistas, falando em argumentos “falsos”.
“Este foi um processo democrático. É falso que o PSD se tenha apoderado. Chama-se a isto democracia. O PSD tomou em mãos a condução do processo por ter o maior número de eleitos, mas convidou o PS e os eleitos do Partido Socialista votaram contra a ideia de fazermos este processo em conjunto”, revela.
Segundo José Lino Tavares, foi pedida ajuda técnica à Câmara Municipal para tratar da desagregação para as Juntas não terem gastos com este dossiê, como acontece com algumas freguesias que chegaram mesmo a contratar empresas.
O líder dos sociais-democratas em Vouzela garante que o processo está na reta final, devendo em breve ser submetido à apreciação das assembleias de freguesia e Assembleia Municipal.
“Não é por causa deste comunicado que o processo vai andar mais rápido. Até é estranho este comunicado porque estamos dentro do prazo para apresentar as propostas à Assembleia da República”, vinca.
Já o vice-presidente da Câmara, Carlos Oliveira, assegura que “os serviços do município estão a trabalhar nos três processos de desagregação das uniões de freguesias, a reunir e a fazer toda a fundamentação técnica para depois submeter às assembleias de freguesia e Assembleia Municipal”.
“Este é um processo complexo”, acrescenta, adiantando que a expectativa é que o processo fique pronto a tempo das assembleias a realizar no mês de dezembro.