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A fábrica automóvel PSA Mangualde, hoje conhecida como Stellantis, queixa-se do aumento do preço da eletricidade e diz que essa subida pode colocar em causa a competitividade e a rentabilidade da unidade.
Numa nota enviada ao Jornal do Centro, a administração da fábrica revela que, nos primeiros nove meses deste ano, o preço da luz aumentou 73 por cento em relação ao período homólogo de 2020. Só em setembro, o aumento foi na ordem dos 161 por cento.
“Se formos mais abrangentes, por exemplo, o custo do gás teve um aumento de 40%”, acrescenta a nota.
A Stellantis Mangualde sustenta ainda que este aumento dos custos da energia terá “um impacto muito significativo nos custos diretos da produção dos nossos veículos”, tendo como consequência direta “a perda de rentabilidade e competitividade”.
A administração da fábrica automóvel também considera como insuficientes as medidas tomadas pelo Governo para combater a atual crise energética, entre as quais uma redução dos preços para os clientes industriais no valor de 135 milhões de euros e uma descida de 13 por cento nas tarifas de acesso à rede. Estas medidas, diz a Stellantis, apenas representam “uma baixa de cerca de 5% do custo” em setembro.
A empresa argumenta que, na eletricidade, os apoios “são muito menores (nulos) em relação a outros países” e aponta para o facto de Portugal ser o segundo país da Europa continental onde o preço da eletricidade é mais caro, na ordem dos 15 por cento acima da média. “Toda esta situação coloca-nos em desvantagem competitiva”, afirma.
“Fora da comunidade económica europeia, comparativamente a mercados low cost e ultra low cost, os custos destas energias são claramente mais favoráveis e os apoios para financiamento são mais relevantes”, acrescenta a administração.
A Stellantis Mangualde lembra que já tem alertado as entidades públicas para a questão do elevado custo da eletricidade. Como solução, defende que o Governo deve incentivar ao autoconsumo através de ajudas públicas e que a descida das tarifas de acesso poderá ser mais acentuada.
A empresa diz ainda acreditar que o executivo de António Costa irá tomar “melhores e novas medidas” para contornar a situação e lembra que se trata de um “problema muito sério que tem de ser resolvido rapidamente, pois, caso contrário, a competitividade da nossa empresa fica em causa”, afetando assim o Produto Interno Bruto nacional.