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Os deputados do PSD eleitos por Viseu acusam o Governo de, um ano depois de ter sido eleito, só andar a fazer propaganda e anúncios do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e de não ter ideias para o Interior. Prometem que vão fazer “marcação cerrada” à maioria e ao PS que “sete anos depois nada fez acontecer”.
Nesta manhã de segunda-feira, os quatro deputados, em conferência de imprensa e antes de partirem para as ações junto do eleitorado, apontaram o dedo ao Governo, de quem dizem que anda “apenas com discursos justificativos”.
“Quando se carrega muito no adjetivo é porque o substantivo é fraco. Não há palavras para o Interior a não ser o que vem no PRR”, começou por dizer Hugo Carvalho, que foi o cabeça de lista dos sociais-democratas.
O social-democrata criticou os anúncios que no fim de semana foram deixados pelos deputados do PS na presença de António Costa em Viseu, afirmando que se tratam de investimentos públicos que “deveriam estar feitos há muitos anos” e agora só são anunciados porque há PRR com fundos comunitários. “É triste porque nota-se que investimentos com o Orçamento de Estado não há nada”.
Hugo Carvalho disse ainda que o Hospital Psiquiátrico “já cá deveria estar há sete anos”, que os “socialistas são profissionais em ter placas, mas não obras”, como no caso do IP3, e que a única coisa na última década que se vê de investimento público são as urgências do Hospital de Viseu e “essas também atrasadas”.
“Executar o PRR é o mínimo dos mínimos”, sublinhou o parlamentar. “Eu ficava mais satisfeito se o primeiro-ministro viesse a Viseu inaugurar ou lançar obra do que fazer anúncios”, disse, por seu lado, Guilherme Almeida.
Para os quatro deputados do PSD, o último ano foi “frustrante”.
“A legislatura passada foi praticamente discutir o Orçamento de Estado e saímos muito desapontados porque já vimos muitas vezes outros partidos, e nomeadamente o partido socialista, a chumbarem ideias porque têm ideias diferentes, mas desta vez o partido socialista chumba e sem apresentar ideias”, avançou, novamente, Hugo Carvalho.
O deputado deu exemplos que “até iam de coisas simples e mais baratas”. “É o caso da requalificação da EN 225 que liga Castro Daire a Arouca e cuja intervenção custa 4 milhões de euros e a proposta foi chumbada e não se percebe porque, o aditamento aos códigos de IVA, a ligação em autoestrada entre Viseu e Coimbra ou o IRS jovem”, apontou o parlamentar.
Hugo Carvalho aproveitou ainda para dizer que o PDS fez trabalho em duas áreas, a da descentralização e da deslocalização, temas importantes para o Interior e que “nunca aconteceram nestes sete anos e também não vão acontecer agora”. “Cinquenta pessoas de uma Segurança Social em Lisboa a mexer num computador poderiam vir para aqui, porque, por exemplo, fariam toda a diferença em Sernancelhe ou em Moimenta da Beira”, avançou, seguido pelas palavras de Hugo Maravilha que disse que “o Interior, para o Governo, só conta para os anúncios e para a propaganda”.
Por isso, avisou Cristiana Ferreira, os deputados do PSD vão ter como prioridade “fazer marcação cerrada ao governo”.
“A campanha terminou há um ano e parece que o PS ainda não percebeu isso, eles deveriam agora era estar a governar”, concluiu Hugo Carvalho.
Nas eleições legislativas de 2022, o PS foi o partido mais votado com 41,55%. Para a Assembleia da República foram eleitos quatro deputados, tantos como o PSD.