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Quercus contesta central fotovoltaica em zona florestal que atravessa Mortágua

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.02.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
16.02.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Quercus contesta central fotovoltaica em zona florestal que atravessa Mortágua

A Quercus alerta para os impactos negativos da construção de uma central fotovoltaica na zona do Cabeço Santo, entre as serras do Caramulo e do Brejo.

O parque solar vai abranger os concelhos de Mortágua, Águeda e Anadia e a associação ambientalista lamenta que se avance com uma central numa zona florestal onde vai ser necessário o abate de árvores.

A Quercus manifestou a sua posição depois de conhecido o estudo de impacte ambiental do projeto e fala ainda de consequências paisagísticas.

O dirigente da Quercus, Raul Silva, diz que não é contra a aposta nas energias renováveis, mas defende que a central fotovoltaica poderia nascer noutros espaços.

“O que está aqui em discussão tem a ver com a conversão de espaços florestais numa estrutura que pode ser perfeitamente ajustada a outras soluções, nomeadamente a instalação em coberturas de unidades empresariais e industriais”, defende.

Raul Silva diz que esta é “uma questão que, não só neste como noutros projetos, deve ser ponderada e reavaliada porque, na nossa perspetiva, não faz sentido”.

O dirigente alerta ainda para os riscos da criação deste parque solar por causa do elevado risco de incêndio florestal na zona, mas não só.

“Pode haver aqui alguns impactos como o elevado risco de erosão hídrica e a vegetação de espécies invasoras que poderão criar problemas. Os impactos paisagísticos também existem e são decorrentes, por exemplo, da instalação da linha elétrica que percorre toda a área desde o Caramulo até Anadia”, adverte.

Raul Silva alerta que, se o projeto avançar, é necessário que “se avalie uma compensação pelo abate da floresta” com a plantação de espécies autóctones na área e um plano de controlo das espécies invasoras.

A Central Fotovoltaica do Cabeço Santo é um projeto da empresa Paraimo Green, que integra a Greenvolt, do grupo papeleiro Altri.

O projeto prevê uma potência de 47 megawatts e apresenta uma área de estudo de mais de 1.075 hectares. A central será implementada numa área de mais de 147 hectares de espaço florestal, numa área ocupada em 99 por cento por eucaliptos.

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