No coração verde do concelho de Viseu, Côta é uma aldeia onde…
Nasceu, em Cinfães, a Quinta da Maria, um projeto turístico com alma…
No coração do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, há…
Os alunos do distrito de Viseu tiveram a terceira melhor média nos exames nacionais. A conclusão vem do ranking das escolas divulgado esta sexta-feira (8 de julho) pela agência Lusa.
Segundo os dados, em 2021, as escolas da região registaram uma média de cerca de 11,89 valores, estando apenas atrás das de Viana do Castelo, com 11,99 valores, e do Porto, com 11,92 valores. No distrito de Viseu, foram realizados um total de 6.318 exames.
As notas nos exames nacionais desceram, mas os resultados dos alunos das escolas públicas estão mais próximos dos colégios e subiram ligeiramente no ranking geral elaborado pela Lusa.
Quase uma em cada dez escolas teve média negativa nos exames nacionais do secundário em 2021, segundo uma análise feita pela Lusa, que revela uma descida das notas em relação ao ano anterior.
Pelo segundo ano consecutivo, devido à pandemia de Covid-19, os exames nacionais realizados em 2021 continham várias perguntas opcionais e as provas não eram obrigatórias para a conclusão do secundário.
Na tabela dos distritos surgem depois Braga, Coimbra, Guarda, Aveiro, Leira, Vila Real e Lisboa, segundo a análise da agência Lusa, feita com base em números disponibilizados pelo Ministério da Educação.
Os desempenhos mais baixos ocorreram em Beja, Setúbal, Bragança, Portalegre, região autónoma dos Açores e escolas do estrangeiro, que não superaram os 11 valores.
No ano passado, o Governo decidiu manter as regras implementadas em 2020 devido à pandemia de Covid-19, permitindo que os exames finais do secundário servissem apenas para o acesso ao ensino superior ou para melhorar a classificação interna.
Os alunos voltaram também a beneficiar de regras de classificação diferentes das habituais, em que apenas foram contabilizadas as respostas às perguntas obrigatórias e aquelas em que tenham tido melhor pontuação.
O grau de dificuldade foi, ainda assim, ligeiramente maior por haver menos perguntas opcionais, o que se refletiu no desempenho dos alunos que piorou em quase todas as disciplinas durante a primeira fase.
No ano passado, aumentaram os itens de resposta obrigatória e diminuíram as perguntas opcionais em número e valorização e as notas desceram: Das 487 escolas observadas, 41 obtiveram média negativa nos exames realizados pelos seus alunos, ou seja, 91,6% teve média positiva.
A maioria dos “chumbos” aconteceu em escolas públicas: 38 num universo de 416 escolas públicas, contra três de escolas privadas num universo de 71 colégios.
Mas a média das notas das escolas públicas voltou a aproximar-se dos colégios, agora com uma diferença de 1,4 valores (numa escala de 0 a 20).
No ano passado, a média nacional dos alunos dos colégios foi de 12,7 valores (no ano anterior foi de 14,3) e das públicas foi de 11,3 valores (12,8 no ano anterior), segundo a análise da Lusa, que mostra uma descida da média geral das notas.
Mais uma vez, as médias dos alunos que realizaram as provas no estrangeiro foram as mais baixas (10 valores) assim como os dos Açores (10,83 valores).
Em termos de classificações médias, a maioria das classificações situou-se entre os 12 e os 13 valores (numa escala de 0 a 20), com a exceção de Biologia e Geologia, Geografia A, Matemáticas Aplicada às Ciências Sociais, Matemática A e Matemática B, cujas médias foram todas iguais ou inferiores a 11 valores respetivamente.
No caso da Física e Química A a média dos quase 33 mil exames analisados pela Lusa foi negativa (9,78 valores). Pela positiva destacaram-se as disciplinas de Inglês, com médias de 15 valores, e Desenho A, com 13,8.
Os dados mostram ainda que a maioria dos alunos que realizou provas (84%) não beneficiou de Apoio Social Escolar (ASE).