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O projeto nacional Refood chegou a Viseu em janeiro do presente ano e conta cerca de 80 voluntários. Formado durante a pandemia de Covid-19, o núcleo teve que se adaptar e criar um modelo diferente.
Joana Barros, coordenadora do Centro de Operações da Refood Viseu, explica que a iniciativa, que atua numa base diária, chegou à região através da Cláudia Columbano, viseense e voluntária em Lisboa.
“A ideia é recolher os excedentes alimentares dos restaurantes de comida confecionada. Até chegamos a receber pães, bolos e frutas”, refere Joana Barros, acrescentando que os excedentes são distribuídos “por famílias carenciadas, famílias que vêm ter connosco ou famílias que nós identificamos junto das juntas de freguesia, da segurança social ou de outras instituições”.
Desde janeiro, o projeto prestou apoio, numa base diária, a 13 famílias e quatro instituições. Conta com a colaboração de 20 fontes de alimentos, entre as quais restaurantes, padarias, pastelarias, frutarias, escolas e instituições.
“Os restaurantes têm estado muito interessados porque realmente têm excedentes de comida que não podem vender e que vai para o lixo e sabendo que podem ajudar alguém é maravilhoso”, frisa a coordenadora do Centro de Operações da Refood Viseu.
Para além dos excedentes destinados a famílias e instituições, a Refood pode ser distribuída para animais. “Mesmo que não dê para humanos ou para animais, pode ser utilizado na compostagem”, destaca Joana Barros. O projeto tenta que o desperdício seja o mínimo possível.
O Centro de Operações do projeto terá lugar na Santa Casa da Misericórdia, mas neste momento a equipa está a trabalhar, temporariamente, num armazém. Este centro tem como objetivo receber os excedentes alimentares, fazer uma triagem e uma separação, para, posteriormente, os beneficiários poderem ir levantar. Com a pandemia, o projeto está a atuar com entregas ao domicílio.
A Refood é um projeto nacional formado pelo americano Hunter Halder, “que quando veio para Lisboa pegou na sua bicicleta e começou a recolher excedentes alimentares e a distribuir por famílias carenciadas”, conta Joana Barros. Desde 2011, a iniciativa tem 60 núcleos a nível nacional e mais de 8000 voluntários.