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A chegada de trabalhadores estrangeiros pode colmatar a falta de trabalho nos setores da restauração e da hotelaria. É o que defende o vice-presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), o empresário viseense Jorge Loureiro, perante a falta de pessoas para trabalhar. A AHRESP acredita que esta situação pode constituir como um entrave à retoma de ambos os setores.
Em declarações ao Jornal do Centro, Jorge Loureiro diz que há empresas que não conseguem retomar a atividade em pleno devido à falta de trabalho.
“Sentimos de facto uma enorme dificuldade em encontrar mão-de-obra disponível. Achamos que alguma coisa deve ser feita não só para criar uma campanha de atratividade para a restauração e o alojamento, mas também níveis remuneratórios que possam ser mais atrativos. Esta é uma preocupação central hoje a par dos problemas da sobrevivência económica dos negócios”, explica.
O dirigente da AHRESP acrescenta que há empresas “que claramente têm pés para andar e condições para fazerem rapidamente uma retoma em pleno”, mas que não conseguem fazê-lo devido às dificuldades de contratação. “As empresas não conseguem contratar nem nas bolsas de disponibilidades nem nos centros de emprego nem na procura ativa de quem estava à procura de trabalho”, sublinha.
A solução, diz Jorge Loureiro, está no diálogo e na tomada de decisões com o Estado e os empresários a trabalharem em conjunto.
O dirigente defende por isso a importação de mão-de-obra. “Os empresários têm de criar melhores condições de atratividade e de funcionamento, nomeadamente ao nível dos horários, mas mesmo isto só não chega. O problema de fundo só se resolve com a importação de mão-de-obra, que é um processo que requer um conjunto de ministérios sentados à mesa”, argumenta.
Jorge Loureiro defende ainda que a importação de trabalhadores tem de ser feita com uma estratégia “que tem de ser organizada, vir enquadrada e resolver problemas com a escola dos filhos, a integração social e situações de vistos”.
A AHRESP considera que têm de ser definidos caminhos o mais rapidamente possível para o país estar preparado. Jorge Loureiro reconhece que esta estratégia “leva tempo para que o país tenha corredores de importação enquadrados que levarão dois ou três anos”.
“Mas, até lá, estamos todos mortos se nada for feito porque há muitos negócios que não conseguem ver a luz do dia por não terem mão-de-obra a vários níveis e para várias funções”, realça o empresário que diz que os restaurantes e os hotéis ainda estão com níveis reduzidos de retoma económica na ordem dos 30 a 40 por cento.
A AHRESP defende a criação de incentivos à contratação de profissionais e ao emprego, lembrando que 32 por cento das empresas de alojamento e 67 por cento das de restauração em todo o país já sentiram necessidade de contratar novos colaboradores este ano.