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Vários cabazes alimentares prontos para entregar a famílias carenciadas de S. Pedro do Sul foram roubados das instalações do Movimento Mais Solidário.
O roubo foi sinalizado no último sábado quando a responsável pelo Movimento deslocou-se às instalações para preparar mais cabazes.
A voluntária Andreia Ribeiro contou que viu uma das portas arrombada, mas a que dava para a sala onde os cabazes estavam prontos estava apenas aberta sem sinais de ter sido forçada. A responsável fala ainda em centenas de euros em prejuízo, ainda maior porque os alimentos, na maioria leite, cereais, merecearia e enlatados, não vão chegar a quem precisa.
Por outro lado, adiantou ainda a voluntária, este roubo pode ser indicador do desespero de quem precisa. Mas, neste caso, assinalou, que é melhor pedir do que roubar.
“Parece que foi feito [o roubo] por pessoas com muitas necessidades porque havia bens com maior valor e não levaram. O que levaram foi, essencialmente comida, quando podiam ter levado tudo”, sustentou.
“Quando precisarem não roubem, peçam. Nós somos voluntárias, damos o nosso tempo, deixamos a família para ajudar. Não merecemos isto. E assim famílias que estavam à espera vão continuar a esperar”, foi o lamento deixado nas redes sociais do Movimento.
Já numa das portas das instalações foi deixado um papel com um apelo: “Senhores ladrões, se precisarem de comer, roupa, artigos de higiene basta pedir (por exemplo contactem a Junta de Freguesia ou o Município). Não roube, peça ajuda!”.
Na mesma página das redes sociais, o Movimento apela à solidariedade das pessoas para deixarem bens alimentares não perecíveis ou nas instalações ou então nas caixas de donativos que estão em alguns estabelecimentos comerciais do concelho, sendo que a partir do dia 1 de dezembro a rede de locais vai ser alargada.
Segundo Andreia Ribeiro, estão a chegar cada vez mais pedidos, principalmente da comunidade brasileira, que além da comida carece ainda de roupas e móveis para a casa, e de agregados familiares com mais de dois filhos.
“Já as doações estão cada vez mais difíceis porque já começa a ser pouco para quem ainda tem”, disse.
Numa das últimas campanhas, que decorreu em setembro, foram ajudadas mais de 30 famílias carenciadas. Andreia Ribeiro explicou que as famílias sinalizadas são depois referenciadas para as entidades responsáveis.