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Nos últimos anos, Portugal tem visto aumentar significativamente o número de estrangeiros com a sua situação regularizada. Hoje são cerca de 800 mil, o dobro face a 2015. Números que refletem, por um lado, a abertura do país à diversidade e a atratividade das suas condições para acolher pessoas de diferentes origens, mas que, por outro lado, levam a um novo debate sobre políticas migratórias e o papel que os imigrantes têm atualmente na construção de uma comunidade nos seus aspetos económico e social. A imigração não é apenas uma questão demográfica, mas também uma oportunidade para enriquecer a sociedade como se pode verificar nos exemplos que chegam de vários setores: no território, na economia, na educação e na arte e que a seguir damos a conhecer ao leitor
As políticas de integração têm sido prática cada vez mais recorrente em diversas organizações. Os municípios têm, por isso, também apanhado o barco do acolhimento de migrantes. E em Mangualde nasceu em junho de 2022 o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes (CLAIM).
Um gabinete que, afirma o presidente da autarquia, Marco Almeida, já recebeu “cerca de 850 migrantes” que, chegados ao concelho, ali recorreram para esclarecer dúvidas relativamente ao futuro. Dos 850 migrantes que procuraram o serviço até ao final de 2023, 500 foram reencaminhados para o Gabinete de Inserção Social.
Este outro gabinete, explica o autarca, é uma das várias respostas que os migrantes que procuram o CLAIM encontram. “O Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes nasceu para apoiar o processo de acolhimento articulado com as restantes estruturas locais. A inserção profissional é uma delas, que apoia na procura de trabalho”, concretiza Marco Almeida.
Além de apoiar na procura de emprego, o CLAIM também “faz rede” na área da educação. “Há um acompanhamento para famílias com crianças que precisam de apoio escolar”, afirma o presidente da Câmara de Mangualde.
O centro que, em 2024 assinala dois anos de portas abertas, presta também apoio na regularização de migrantes, em questões ligadas à legalização destas pessoas que chegam ao concelho, procura de casa ou saúde. Valências várias que são reencaminhadas para respostas diferentes consoante o caso que bata à porta do CLAIM. “Há um trabalho em rede”, complementa o autarca.
“Quem chega a estes territórios precisa de saber com quem pode falar para conseguir arrendar uma casa, querem perceber como os filhos podem estudar, se o concelho é seguro, se têm acesso à saúde. E nós temos de dar essas respostas. É o que temos feito e temo-nos dado bem”, regista o presidente da autarquia de Mangualde.
(Ler mais na edição impressa desta sexta-feira, 2 de fevereiro, do Jornal do Centro)