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Seca: Maçã de Armamar com calibre mais pequeno

 Perdas elevadas de água em Tabuaço, Moimenta e Lamego
26.08.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Perdas elevadas de água em Tabuaço, Moimenta e Lamego
26.08.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Seca: Maçã de Armamar com calibre mais pequeno

A maçã produzida no concelho de Armamar vai este ano ter um calibre mais pequeno devido à seca e às elevadas temperaturas, disse à agência Lusa o presidente da associação de fruticultores local, José Osório.

“Não só não chove, como as temperaturas estão muito altas e isso vai afetar os calibres. Havendo menos calibre, a produção é menor, são menos toneladas”, sublinhou.

Segundo o dirigente da Associação de Fruticultores de Armamar, num ano normal, só este concelho do norte do distrito de Viseu produz “de 80 a 90 mil toneladas de maçã”.

“Este ano é capaz de ir para os 60 mil. Menos cerca de 25%”, estimou, lembrando que “a geada ainda prejudicou um bocadinho a floração” nalgumas zonas.

José Osório explicou que, apesar de se registarem “algumas noites com alguma humidade, a maçã não tem o desenvolvimento que era suposto ter neste período”.

A variedade Royal Gala, “mais uma semana, já está pronta para apanhar”, ficando as restantes para daí a “três semanas ou um mês”, dependendo da humidade que se vier a registar.

“Três semanas a um mês após apanhar a Royal Gala dá-se início às restantes variedades: Reineta, Golden e, mais tarde, a Bravo de Esmolfe, que é a última a ser apanhada”, acrescentou.

O presidente da Associação de Fruticultores de Armamar considerou que, se chovesse no início de setembro, “melhoraria um bocadinho os calibres, ainda ajudaria”.

Conhecido como a Capital da Maçã de Montanha, o concelho de Armamar é um dos maiores produtores nacionais deste fruto, que representa uma importante fonte de rendimento da população.

A AFA desenvolve a sua ação em Armamar e nos concelhos limítrofes de Moimenta da Beira, Tarouca e Lamego (no distrito de Viseu), sendo a produção comercializada quer no mercado nacional, quer no internacional.

A seca prolongada no continente está a afetar as culturas, levou a cortes no uso da água e obrigou aldeias a serem abastecidas com autotanques.

Desde outubro de 2021 até agosto choveu praticamente metade do que seria o normal, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocava no final de julho 55,2% do continente em situação de seca severa e 44,8 em situação de seca extrema. Não havia nenhum local continental que estivesse em situação normal, ou em seca fraca ou mesmo em seca moderada.

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