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Dois pisos do edifício do Seminário Maior de Viseu vão ser adaptados para residência de estudantes do ensino superior, o que representa um investimento de cerca de 1,6 milhões de euros, anunciou hoje a autarquia.
“Este é um acordo histórico com a Diocese de Viseu”, sublinhou o presidente da Câmara, João Azevedo, congratulando-se por “toda a disponibilidade e envolvimento” que esta demonstrou pelo projeto.
A opção de criar a residência para estudantes do ensino superior no Seminário Maior surgiu depois de a Câmara de Viseu ter rescindido contrato com o empreiteiro responsável pela obra de reabilitação de três edifícios situados na Rua do Gonçalinho que se destinavam ao mesmo fim.
O concurso público para a “Adaptação Funcional dos pisos 3 e 4 do Seminário de Viseu para Residência de Estudantes do Ensino Superior” foi lançado na sexta-feira e permitirá disponibilizar 75 camas.
“Os prazos estão em curso e não temos tempo a perder. Se não podemos concretizar o plano A, pomos em prática o plano B. Foi isso que fizemos ao abordar a Diocese de Viseu para levar a cabo este projeto”, frisou João Azevedo.
Desta forma, a autarquia conseguirá aproveitar, em tempo útil, as verbas provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e “assegurar que os estudantes que escolhem o concelho para prosseguir com a sua formação académica têm um local digno onde residir, a preços acessíveis”.
No final de 2025, a Câmara de Viseu rescindiu contrato com o empreiteiro responsável pela obra da Rua do Gonçalinho devido ao “não cumprimento do prazo de execução da empreitada, que apontava o dia 31 de agosto de 2026 como a data limite para o término e, consequentemente, o financiamento completo da obra”.
Uma vez que não seria possível cumprir o que estava previsto na candidatura, o município teria de devolver todas as verbas já transferidas pelo PRR.
“Desta forma, e uma vez que a parte do edifício do Seminário Maior vocacionada para este alojamento não exige uma intervenção profunda e estruturante, conseguimos aproveitar os fundos e concretizar uma alternativa igualmente digna para os jovens estudantes”, garantiu João Azevedo.
O autarca realçou que, com a adaptação dos dois pisos do Seminário Maior, será possível “passar de uma oferta de 52 camas, que era o inicialmente estipulado com a obra da Rua do Gonçalinho, para 75 camas, o que é excelente”.
Na reunião da Assembleia Municipal de final de fevereiro, João Azevedo já tinha anunciado que estava em negociações com a Diocese de Viseu para criar alojamento destinado a estudantes do ensino superior no Seminário Maior, pondo de lado o projeto da Rua do Gonçalinho.