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Ser voluntário em tempo de pandemia é (também) estar na linha da frente

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.12.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
04.12.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Ser voluntário em tempo de pandemia é (também) estar na linha da frente

Já não se contam pelos dedos das mãos as horas que dedicam a cuidar do próximo. São anos e anos a encaminhar os utentes que chegam às unidades hospitalares, centros de vacinação e por aí adiante. Na verdade, não falamos só das breves palavras que descodificam espaços desconhecidos. São também aconchegantes, capazes de tranquilizar os nervos mais teimosos. E que diferença que faz. Para assinalar o Dia Internacional do Voluntariado, celebrado este domingo (5 de dezembro), conhecemos os rostos de quem é voluntário por uma única razão: “fazer o bem a quem está fragilizado”.

E se há quem tenha começado a fazer voluntariado com a chegada da pandemia de Covid-19, há também quem já o faça há anos e se tenha adaptado às novas formas de o fazer. É o caso de Alda Balula que, depois de tomar a 2.ª dose da vacina, abraçou (novamente) o trabalho voluntário no centro de vacinação. Faz parte do banco local de voluntariado de Viseu, mas é também presidente da Associação dos Voluntários do Hospital de São Teotónio de Viseu.

Sem a típica farda amarela que os identifica, não deixou de nos recordar: “nós somos as amarelinhas”, disse, entre sorrisos. “No centro de vacinação, como sou uma pessoa já de idade, esperei primeiro pela segunda toma da vacina para vir e, a partir daí do momento em que tomei a vacina, comecei a vir à segunda e à terça-feira”, começou por nos dizer, adiantando que vive no concelho de Sátão e, apesar da distância, “venho sempre com muita vontade de fazer voluntariado porque faz sentido para mim”.

No Pavilhão Multiusos, o desafio é intenso mas, a seu ver, é isso que a incentiva a continuar. “Eu gosto de desafios, gosto de não parar no tempo ou melhor ir com o tempo, dando-lhe sempre algum carisma que me permita não entrar na aposentação e ficar parada”, justificou.

E receios? Respondeu-nos da mesma forma que encara o voluntariado: “o medo costumo tê-lo antes de sair de casa e depois no lugar onde estou, dar a alma e ‘toca a andar’. Tanto aqui, como ali, a gente sabe que está exposta e, então, sabendo isso temos que redobrar o cuidado, estando naturalmente sujeita a ficar surpreendida a qualquer momento”.

Quanto aos utentes que lhes chegam às mãos, Alda não tem críticas a apontar. Na verdade, até pelo contrário. “As pessoas são fabulosas, na minha perspetiva. Naturalmente, há de tudo, mas acho que há uma consciência comum de que os espaços são para preservar e respeitar”, sublinhou, acrescentando que “a nossa formação, o saber estar, o saber ouvir, a nossa postura como voluntários tem ajudado a incentivar o respeito uns pelos outros”.

Em tempo de pandemia, no seu entender, o voluntariado é se calhar “o motor porque se não estivéssemos aqui, os profissionais ficariam muito mais sobrecarregados e todo o outro elenco de trabalhadores ficaria comprometido”.

“Se não fossem os voluntários, teriam que vir outros trabalhadores. Não há dúvida nenhuma que representa uma economia tremenda, acredito eu, a nível da Câmara e dos serviços, porque todas estas horas pagas com contributo material, seria pesado para quem quer que fosse”, além de “termos o trabalho feito com profissionalismo, dedicação e sem regatear nada. Todos nós ganhamos e, sobretudo, ganham os utentes porque uma palavra e um aconchego sabe sempre bem”.

Perguntámos-lhe o que é ser voluntário. Com a mais pura sinceridade, respondeu-nos com uma frase bonita, daquelas a que não estamos habituados: “um voluntário não é profissional qualquer, é um profissional do bem fazer ao outro, é sobretudo um profissional que propaga o bem-estar a quem está fragilizado. É assim que eu entendo”.

Em troca, “vamos com o coração cheio, parece que a gente até se esquece do combustível que gasta e a hora tardia que vai embora”, concluiu.

A partilhar o centro de vacinação de Viseu com o banco local, está também a Liga de Amigos e Voluntariado Centro Hospitalar Tondela-Viseu. Não são as batas amarelas, mas são as batas brancas e verdes. Marcam presença diariamente desde o arranque do processo de vacinação e, nos últimos dias, o trabalho tem estado a começar a aumentar. “Tem sido uma tarefa muito árdua, mas nós fazemos com muito boa vontade e isso é que é importante”, garantiu Fernando Bexiga, presidente da organização.

Com o reforço da terceira dose da vacina contra a Covid-19, “a Casa Aberta está a ter uma afluência muito grande” e, por vezes, “a coisa atrasa-se um pouco, a pressão é grande, é muita gente e poucos voluntários para atendimento, mas vamos fazendo tudo e tudo se tem feito até hoje”.

A seu ver, o funcionamento do Pavilhão Multiusos sem os voluntários seria “impossível”. “Na minha opinião, era mesmo impossível fazerem qualquer coisa. É levar os doentes até ao sítio porque ninguém os vem buscar a não sermos nós, a recebê-los, e orientá-los com bom trato”, rematou.

No concelho de Lamego, a chegada da pandemia mudou a forma de se fazer voluntariado. A Liga dos Amigos do Hospital de Lamego, com 35 voluntários efetivos, não tem estado em atividade. Em quase dois anos de Covid-19, “temos vindo a fazer ações de formação, muita formação porque, de facto, foi necessário para conhecer as novas normas com que nos iríamos confrontar”, revelou o presidente da organização, Guilherme Bernardo.

O objetivo é regressar ao hospital na próxima semana. Neste tempo, “os nossos voluntários têm desempenhado uma função no exterior, ajudando e colaborando com aquelas pessoas que mais necessitam”, além de “mantermos a nossa sede aberta para conseguir informar os utentes e os doentes sobre quaisquer aspetos que se relacionem com a liga e com o hospital”, explicou.

Ainda assim, a pandemia não travou a ajuda que chegou dos voluntários. Quando foi necessário abrir uma “nova sala Covid”, a Liga dos Amigos do Hospital de Lamego ofereceu 40 cobertores. Mais tarde, forneceram “um telemóvel para as pessoas que tinham os seus familiares internados conseguissem por videochamada falar com eles”. Recentemente, também chegou um novo aparelho para a fisioterapia.

“Além disso, levámos a efeito em junho e julho três ações de formação relacionadas com a pandemia. Estas duas últimas foram relacionadas com os procedimentos a ter quando realmente regressarmos ao trabalho no hospital”, completou.

Estando fora do hospital durante este período, Guilherme Bernardo reconhece que “poderíamos ter contribuído para uma melhor humanização no hospital até porque houve momentos em que se verificou uma grande afluência de doentes e poderíamos ter feito o encaminhamento dessas pessoas para os diversos serviços”.

E concluiu: “acho que sentiram a nossa falta, nós também sentimos que, de facto, fizemos falta. Mas, temos que nos guiar por aquilo que estava definido”.

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