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A Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT) critica a criação de corredores de imigrantes para os setores da hotelaria e restauração, como defendem os patrões.
A federação sindical foi recebida pelo Governo, exigindo medidas para melhorar as condições de vida e de trabalho dos trabalhadores e a qualidade de serviço. O sindicalista António Baião diz que não é contra a vinda de estrangeiros, mas teme que a precaridade laboral no setor aumente ainda mais.
“Nós não somos contra a entrada de imigrantes. Nós queremos que os patrões não utilizem a vinda deles para aumentar a precariedade e a exploração e continuar a pagar baixos salários”, diz.
A FESAHT reuniu com a secretária de Estado do Turismo, Rita Mendes. Nessa reunião, o sindicato enviou “uma proposta ao Governo e fizemos o desafio para que ela (secretária de Estado) fale com as associações patronais e perguntar se estão preparados para uma situação deste género”, defendendo formação para os imigrantes que queiram trabalhar nos hotéis e restaurantes.
“São imigrantes e muitos deles nem sabem da nossa língua. Sugerimos que seja feita formação profissional, mas também formação de inglês e português, no mínimo, para que não estejamos perante o que estamos a verificar que é a diminuição da qualidade do serviço prestado”, defende António Baião, que é também dirigente do Sindicato dos Trabalhadores de Hotelaria do Centro.
O sindicalista adverte ainda que os trabalhadores estrangeiros “vivem em condições péssimas, ganham salários muito mais baixos e têm horários ainda mais irregulares do que os trabalhadores portugueses”.
António Baião reconhece que a hotelaria tem carência de trabalhadores e diz que os jovens que se formam na área e também na restauração também têm que ser aproveitados. O sindicalista diz que estranha a falta de reflexão sobre o que fazer com os estudantes que saem dos cursos profissionais.
A FESAHT pediu à secretária de Estado do Turismo a refletir sobre esta situação, “porque os gastos são enormes, são recursos do Estado que são atribuídos a estas formações sem retorno para o setor”.