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A rede Termas do Centro lançou esta segunda-feira, dia 19 de setembro, uma plataforma informática que permite avaliar se as curas termais que são realizadas pelos aquistas nas 20 estâncias da região estão a ter efeito ou não.
O projeto custou cerca de 70 mil euros e foi levado a cabo ao longo de dois anos por uma equipa de investigadores da Escola Superior de Saúde de Viseu e por uma empresa privada. O portal já está disponível em termassaude.pt.
“Esta plataforma centra-se no desenvolvimento de uma ferramenta de monitorização, de avaliação e acompanhamento dos tratamentos termais. Nós enquanto clínicos, no contexto termal prescrevemos [as curas], vemos os utentes, mas depois da parte do utente não há uma resposta em termos de monitorização e de avaliação do próprio”, explicou ao Jornal do Centro Carlos Albuquerque, professor da Escola Superior de Saúde de Viseu e um dos responsáveis pela vertente científica do projeto.
“Esta ferramenta permite fazer isso, uma avaliação do seu estado de saúde em resposta ao tratamento termal. Esta resposta orienta o clínico e o gestor das termas na escolha do melhor perfil em termos de tratamento”, continuou.
Os aquistas são chamados a responder antes de iniciarem os tratamentos termais, no seu final e após três a seis meses da conclusão das curas, o que permitirá fazer uma “monitorização durante um tempo sequencial após o tratamento”.
A plataforma está orientada para curas de doenças reumatológicas ou músculo esqueléticas, do aparelho respiratório, dermatológicas (pele) e do aparelho circulatório. De resto, a maioria dos utilizadores frequenta as termas para fazer tratamentos destas “maleitas”.
As estâncias termais continuam a ser procuradas sobretudo pela população mais velha, com 65 ou mais anos. Por essa razão não foi criada uma aplicação (app), mas um site na Internet, que “não precisa de instalação”, explicou Samuel Frade co-founder & CEO – Binaryscope Solutions, a empresa que desenvolveu a plataforma.
“Nós enviamos um e-mail ou um SMS ao cliente só com um link, sem login, o próprio link identifica a pessoa. Basta clicar no link, responder ao questionário e guardar”, referiu.
Segundo o responsável, “a plataforma já está pronta a ser utilizada, só falta agora operacionalizar a parte burocrática”.
O presidente da Associação Termas de Portugal, Vítor Leal, classificou como “deveras interessante” o projeto agora apresentado, salientando a sua pertinência “para os gestores e para quem está à frente de um balneário termal”.
“Permite confirmar toda a informação disponível nas estâncias termais que participam no projeto e daí podermos tomar decisões e atitudes”, disse.
Na opinião do também presidente do Conselho de Administração da Termalistur, empresa municipal que gere as Termas de São Pedro do Sul, este projeto, somado a outros lançados e a apresentar pela rede Termas do Centro, oferece “ferramentas para o futuro” e aos complexos termais uma oportunidade para “olharem para si” e “perceberem como estão a fazer” as coisas.
“[Permite ainda ver] se estão a fazer de acordo com o que está a ser seguido pelos seus colegas a nível regional e depois tomar decisões que se repercutem nos seus territórios”, concluiu.