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O Município de Tondela vai avançar com a requalificação da Ribeira de Dardavaz, num investimento de 265 mil euros, apoiado pelo Fundo Ambiental. A empreitada está dividida em dois lotes e já se encontra adjudicada. De acordo com a autarquia, deverá ir para o terreno no início do próximo mês de fevereiro.
O projeto, designado “Reabilitação e valorização da Ribeira de Dardavaz e implementação de espaços de inundação preferencial na Zona Industrial da Adiça – Tondela”, foi apresentado à população na última quarta-feira, 7 de janeiro, numa sessão realizada ao final da tarde na sede da Junta de Freguesia de Dardavaz. Durante o encontro foram prestados esclarecimentos aos interessados, nomeadamente aos proprietários dos terrenos confinantes com a linha de água.
Na apresentação estiveram presentes a presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carla Antunes Borges, a presidente da Junta de Freguesia de Dardavaz, Ana Leão, elementos da Assembleia de Freguesia local, Emídio Barros, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e Pedro Teiga, da E.Rio.
A intervenção “foi desenhada por uma equipa multidisciplinar” e compreende a estabilização, renaturalização e melhoria integrada do corredor da ribeira de Dardavaz, desde a Zona Industrial da Adiça até à sua interseção com o Caminho Municipal 1525, numa extensão aproximada de três quilómetros, conciliando “soluções baseadas na natureza e soluções hidráulicas”.
Os trabalhos terão uma duração prevista de três meses. A obra inclui a poda de árvores, a contenção de espécies invasoras, a limpeza de sedimentos, material lenhoso, resíduos domésticos e entulhos, o reperfilamento do leito e das margens e a recuperação da galeria ripícola.
De acordo com o comunicado do município, a proposta de intervenção assenta “numa estratégia de desenvolvimento sustentável das linhas de água” e visa “garantir o escoamento nas linhas de água, recuperar a conectividade fluvial, estabilizar e minimizar o impacto da erosão nos taludes, recuperar a galeria ripícola, melhorar as condições biofísicas de suporte à biodiversidade e melhorar as condições de segurança na utilização do espaço fluvial, promovendo simultaneamente a sensibilização ambiental dos respetivos utilizadores”.
O documento refere ainda que a empreitada prevista permitirá “aumentar a segurança de pessoas e bens e a capacidade adaptativa da zona às alterações climáticas, enquanto se reforça a qualidade funcional da paisagem envolvente”.
Segundo a autarquia, os trabalhos e ações a realizar baseiam-se em soluções de adaptação às alterações climáticas e de equilíbrio carbónico, concretizando medidas de conservação e reabilitação da rede hidrográfica e das zonas ribeirinhas, em conformidade com a legislação em vigor e com estratégias nacionais e europeias relacionadas com a gestão de riscos de inundações, biodiversidade e adaptação climática.