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O que representa este prémio para Castro Daire?
A sustentabilidade dos nossos recursos e das gerações futuras estão nas prioridades da nossa ação. Este prémio é de imenso orgulho, sinal de motivação para continuarmos a trilhar este caminho de sustentabilidade, olhar para o nosso território e para aquilo que são os nossos recursos naturais e os nossos ativos turísticos, mas também para aquilo que é a sustentabilidade da nossa serra, do nosso setor agro-pastoril. Os pastores têm uma preponderância muito grande nesta área.
São atividades que juntam a cultura e a tradição, como esta, que ajudam a atrair mais visitantes?
Sim e também naquilo que é a estratégia de promoção integrada tanto do município como da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões que procura a articulação dos vários produtos turísticos onde algumas marcas podem ser indutoras daquilo que é o desenvolvimento dos restantes ativos turísticos. Este é mais um produto, mais um ativo, mais uma marca que, obviamente, para além daquilo que são os ganhos em termos diretos para Castro Daire, pode também ter capacidade de atratividade no nosso território. Estes prémios internacionais ajudam a dar notoriedade e visibilidade ao concelho, mas também à região.
A Rota da Transumância é um evento que arrasta milhares de pessoas. Deixa só mais valias em Castro Daire, mas também de toda a região. Isto porque a capacidade de trazer gente é superior àquilo que é capacidade instalada no município. Logo, há esse ganhos diretos nos concelhos vizinhos e região.
A Rota da Transumância é uma tradição que pode desaparecer?
Este é um produto – A Rota – que já vem sendo construído há alguns anos. O grande desafio é algo que até deveria ser um desígnio nacional, uma vez que se trata de um evento que tem todo o interesse em termos turísticos. Mas se não tivermos pastores e gado na serra vai deixar de ser realizado. É por isso que esta dificuldade nos territórios na nossa região, na fixação das pessoas, necessita de incentivos nacionais para que não percamos toda esta capacidade produtora do gado necessário porque só assim conseguiremos fixar pessoas, só assim conseguiremos valorizar o território. Outro exemplo tem a ver com a proteção civil. Nós com a nossa serra povoada de gado, significa também que estaremos mais protegidos em termos de incêndios. Por isso, e de regresso à pergunta, não é fácil, é difícil nos dias que correm conseguir estabilizar e dar vitalidade a este setor, mas é algo fundamental por todos os motivos que acabei de referir.
Com a divulgação e promoção da Rota da Transumância, sente que há mais pessoas a virarem-se para a pastorícia?
Sim, temos alguns novos pastores, alguns que nem eram do concelho e instalaram- -se aqui. Com a visibilidade e notoriedade que estamos a dar a esta marca da Última Rota da Transumância estamos também a conseguir fixar pessoas e atrair outras para o nosso território. Volto a referir que se nós não tivermos pastores isto passa a ser só uma marca que não tem tração no território. O que nós queremos com estas iniciativas é precisamente inverter este cenário.
Uma Rota ancestral e que encanta
“A Última Rota da Transumância” é um evento promovido pelo Município de Castro Daire, assente na recriação de forma a reviver uma tradição ancestral que deslocava rebanhos e pastores, desde o sopé da Serra da Estrela até à Serra do Montemuro. A Câmara recuperou aquela que foi “A Última Rota da Transumância” em Castro Daire, no ano de 1999, criando um produto de turismo de natureza, onde a ruralidade e tradição contactam com o meio ambiente aproveitando os recursos naturais do território. Todos os anos o município promove esta rota com “dois grandes momentos” a marcarem o evento, a subida à serra nos dias 24 e 25 de junho e a descida em 24 de agosto. São centenas de cabeças de gado e dezenas de pastores envolvidos.