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Tribunal de Viseu julga grupo suspeito de explorar máquinas ilegais de jogos em cafés

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
24.10.22
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
24.10.22
Fotografia: Jornal do Centro
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 Tribunal de Viseu julga grupo suspeito de explorar máquinas ilegais de jogos em cafés

O Tribunal de Viseu está a julgar cinco homens que estão acusados dos crimes de exploração ilícita de jogo e de material de jogo. O processo começou a ser julgado em maio. Dois dos arguidos estão ligados à Bidluck SA, uma empresa que entrou na corrida para a concessão dos casinos do Estoril e de Lisboa.

Segundo o Ministério Público (MP), o grupo é suspeito de ter colocado “máquinas de jogos de fortuna ou azar em cafés e snack-bares, na região centro do país, por forma a beneficiarem dos proveitos económicos gerados pelas máquinas, nomeadamente por via do dinheiro que os clientes desses estabelecimentos viessem a desembolsar”. Vários cafés de Viseu tinham estas máquinas cujos jogos são apenas permitidos em casinos.

Os suspeitos, acredita a acusação, para convencerem os donos dos estabelecimentos a terem lá as máquinas propunham a entrega de uma percentagem do dinheiro obtido, que variava entre os 10 e os 50%. Algumas máquinas chegavam a faturar 500 euros por semana. O grupo foi apanhado após uma fiscalização da ASAE.

O arguido Juan Gutierrez seria responsável por abordar os empresários da restauração e bebidas. Jorge Miguel seria o homem que colocaria o software dos jogos nas máquinas. Os outros três arguidos, Cristóvão Santos, João Paulo Costa e António Costa Silva, estariam responsáveis pelo levantamento do dinheiro nos cafés e pelo pagamento aos proprietários.

Esta segunda-feira, em tribunal, João Paulo Costa, disse que os factos que constam da acusação “não são verdade”. “Não há nada que seja verdade. É tudo mentira”, garantiu. “Nem sou o que aqui estou a fazer”, sustentou.

O arguido negou ter-se juntado aos outros suspeitos para procederem à exploração de jogo ilícito, assim como ter estado na posse de algumas máquinas. “Nunca trabalhei com nada relacionado com máquinas de jogo. Nem sei como trabalham essas máquinas”, alegou, salientando não fazer “a mínima ideia” se os outros arguidos se dedicavam a esses crimes.

À juiz que está a julgar o caso, João Paulo Costa, emigrante desde 2002, assegurou também que nunca instalou qualquer máquina em cafés, nem as transportou, alegando ter problemas de coluna, que o obrigaram a ser operado várias vezes.

Questionado pela magistrada sobre um outro processo sobre uma máquina de jogo existente num estabelecimento, afirmou ter prestado declarações no Tribunal de Sátão e que nem sabia porque tinha sido chamado pela justiça.

À saída do tribunal João Paulo Costa ameaçou os jornalistas que estavam no exterior do palácio de justiça e atirou ao chão e pontapeou o telemóvel de um jornalista.

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