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Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
23.03.23
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
23.03.23
Fotografia: Jornal do Centro
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 Tuberculose: norte do distrito de Viseu com maior taxa de notificação de casos

Há uma diminuição da taxa de notificação de casos de tuberculose no distrito de Viseu, mas os concelhos mais a norte são os que apresentam um índice mais elevado. Dos 24 municípios, Resende (27,6%) e Cinfães (21,9) são os que tem o valor mais alto, de acordo com  Relatório de Vigilância e Monitorização da Tuberculose em Portugal de 2022, publicado pelo Programa Nacional para a Tuberculose da Direção-Geral da Saúde, e que se refere ao período entre 2017 e 2021.

A taxa de notificação no distrito de Viseu é de 10,57 (por 100 mil habitantes) e em cinco anos foram detetados 187 casos. É o sétimo distrito, em 18, com a maior taxa, mas com a tendência a baixar. Se em 2016 foram notificadas 47 situações, em 2021 o número diminuiu para 28.

Na análise por concelho, com uma taxa de notificação superior a 20 casos/100.000 habitantes estão Resende e Cinfães, seguem-se Lamego (16,9) e Penalva do Castelo (14,1).
Em números absolutos, nos cinco anos em análise, Viseu foi o concelho com o maior número de casos (40), seguindo-se Lamego (21), Cinfães (20) e Resende (16). Com a taxa de notificação mais baixa está o concelho de Santa Comba Dão (1,9%).

E a nível nacional, em que o número de casos de tuberculose tem vindo a diminuir, as regiões Norte (17,3) e de Lisboa e Vale do Tejo (16,5) são as que apresentam mais novos casos de tuberculose por 100 mil habitantes. Números que fazem com que Portugal continue ainda a ser o país da Europa Ocidental com a taxa de incidência de tuberculose mais elevada. Em 2021 foram notificados 1513 casos.

Os homens continuam a ser mais afetados do que as mulheres (66,4% do total de casos notificados em 2021), especialmente na idade adulta. Em 2021, 2,8% do total de casos ocorreram em crianças e adolescentes com idade inferior a 15 anos. A população imigrante mantém-se como uma população em maior vulnerabilidade, com uma taxa de notificação 3,8 vezes superior à média nacional (55,8 por 100 mil em 2021) embora se tenha verificado uma redução na proporção de casos, em comparação com 2020.

Em Portugal, a tuberculose afeta sobretudo populações vulneráveis, onde se incluem pessoas que vivem com VIH, imigrantes, pessoas em situação de sem-abrigo ou reclusão, pessoas com dependências e pessoas com exposição ocupacional à sílica.

A localização mais frequente da doença continua a ser pulmonar (71,2% em 2021) e em 2021 confirmou-se uma tendência crescente da demora atribuída ao utente (desde a data de início de sintomas até à data do primeiro contacto com os serviços de saúde, de 40 para 51 dias e um decréscimo ligeiro da demora atribuída aos serviços de saúde (de 13 para 11 dias).
Analisando a mediana de dias até ao diagnóstico por regiões, verificou-se que a Região Autónoma da Madeira apresentou o maior atraso no diagnóstico (183 dias), seguindo-se a região Norte (90 dias), região de Lisboa e Vale do Tejo (87 dias), Alentejo (71 dias), região Centro (69 dias), Algarve (55 dias) e Região Autónoma dos Açores (48 dias).

Acabar com estigma

A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alertou, entretanto, para o estigma que ainda existe associado à tuberculose e para a importância do trabalho em rede entre profissionais de saúde, associações de doentes e outras organizações para o contrariar.
Numa nota divulgada a propósito do Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala na sexta-feira, a SPP considera fundamental incentivar estas parcerias para melhorar as condições económicas e sociais, que funcionam como fator de risco.
Citadas no comunicado, Maria da Conceição Gomes e Joana Carvalho, da Comissão de Trabalho da Tuberculose da SPP, lembram que as estruturas da comunidade “complementam o SNS [Serviço Nacional de Saúde] e podem facilitar o seu acesso”, sublinhando que os dados mais recentes indicam um aumento de dias entre o aparecimento de sintomas e o diagnóstico, o que aumenta o risco de contágio.

Os autores do documento antecipam inclusive dificuldades nos próximos anos para atingir as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS) na área da tuberculose, tendo em conta o atual contexto epidemiológico e socioeconómico.
A SPP lembra que, entre as razões da elevada demora atribuída ao paciente, estão fatores como ser estrangeiro e ser dependente de álcool.
“Quanto maior a demora no diagnóstico, mais aumenta a transmissibilidade do caso que ainda não foi tratado, e quanto mais tempo demora a ser tratado mais probabilidade tem de desenvolver doenças mais severas e tornar-se num caso mais difícil de tratar, o que pode levar até a mortalidade”, avisa.
Maria da Conceição Gomes e Joana Carvalho alertam igualmente para o facto de ainda existir no nosso país “um estigma da chamada peste branca que mata”.
“O nosso papel é apoiar o indivíduo e as organizações na sensibilização para o diagnóstico da doença e também para a elevada taxa de cura. Importa investir na literacia dos profissionais de saúde, dos cuidadores e dos doentes”, defendem.

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