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1. A política local, esta semana, foi marcada pela usual sessão de Junho da assembleia municipal de Viseu.
Márcia Lima (presidente rosa da junta de freguesia de Repeses e S. Salvador) teve uma pega com Diamantino Santos (presidente laranja da junta de freguesia de Viseu) por este se ter apressurado para o púlpito daquela assembleia a pageniricar as Cavalhadas de Vildemoinhos (todos os elogios serão sempre poucos) e propor um voto de louvor à edição deste ano. A socialista lamentou que, antes da apresentação daquele voto, não tivesse havido uma prévia conversa entre os dois, já que Vildemoinhos fica na sua freguesia.
A descrição do Jornal do Centro desta zanga entre eleitos é deliciosa no que diz e no que não diz.
Ninguém chamou “cuco” a ninguém, mas Diamantino Santos fez questão de lembrar que a sede das Cavalhadas de Vildemoinhos fica na sua freguesia, que o desfile se faz nas ruas da cidade e que até a capela de S. João da Carreira, onde os mordomos e os moleiros vão cumprir a promessa, fica no lado de dentro do território que o elegeu.
Embora a notícia não o refira, imagina-se que Márcia Lima, por sua vez, terá, muito legitimamente, puxado a brasa à sua sardinha, lembrando que as ditas, devidamente assadas, com as suas escorrências a derramarem para cima da broa trambela, são consumidas por milhares e milhares de pessoas em pleno território da sua freguesia. E que a solsticial Queima do Pinheiro, o “cúmice do ápice” desta celebração secular, acontece bem adentro do território que a elegeu.
Foi uma querela de extremas que, afinal, não extremou: o voto de louvor às Cavalhadas de Vildemoinhos acabou por ser aprovado por unanimidade, bem como um voto similar às Cavalhadas de Teivas e outro pelos 25 anos da elevação de Silgueiros a vila.
Em todas as sessões de todas as assembleias municipais há sempre muitas deliberações deste tipo, para não falar das resmas de moções que dão verbosas e intermináveis guerras de alecrim e manjerona entre os eleitos. É uma actividade política anódina com que os membros daqueles órgãos autárquicos tentam fazer prova de vida apesar de não terem poder político nenhum, já que o destino do governo municipal não depende, como devia, da vontade da assembleia municipal, e esta não pode, como devia, ter a prerrogativa de poder derrubar aquele com uma moção de censura.
2. Este é o Olho de Gato número 900, o nongentésimo.
A paciência e a benevolência dos leitores desta coluna têm ajudado muito a que ela vá chegando a estes números redondos.
Muito obrigado!
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Joaquim Alexandre Rodrigues
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António Regadas
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Maria João Alves, Vera Abreu, Filipa Fernandes
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André Tojal, médico especialista em Cirurgia Geral no Hospital CUF Viseu