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Um veículo ligeiro de combate a incêndios dos Bombeiros Voluntários de Viseu vai estar nos próximos tempos a ajudar uma corporação de outro distrito. Devido a um acidente, os Bombeiros Voluntários de Seia ficaram sem um dos carros, situação que tem dificultado no combate aos incêndios, numa altura em que a região da Serra da Estrela tem sido bastante fustigada pelas chamas.
Num apelo nacional feito pela Liga dos Bombeiros Portugueses, através do Conselho Nacional Operacional, a corporação viseense disse “sim” e disponibilizou um dos veículos.
“Perante o apelo que foi feito a todos os bombeiros, e dentro das nossas capacidades operacionais, decidimos disponibilizar um dos nossos veículos”, disse Rui Leitão, comandante dos Bombeiros Voluntários de Viseu.
Apesar de “todos os meios serem poucos”, Rui Leitão destacou que não poderiam ficar indiferentes à situação que está a ser vivida pelos Voluntários de Seia. “Não podíamos deixar de contribuir e ajudar quem está mais necessitado e que tem sido fustigado por incêndios”, destacou.
A viatura estará em Seia durante esta fase mais complicada de incêndios. Na corporação de Viseu estão agora quatro veículos pesados e um veículo ligeiro de combate a incêndios disponíveis para qualquer ocorrência.
Entretanto, o Governo anunciou que vai “antecipar o pagamento” de um milhão de euros a oito corporações de bombeiros para que possam pagar despesas imprevistas que tiveram com o incêndio na serra da Estrela.
“Tomámos a decisão de antecipar os pagamentos às corporações de bombeiros, às associações humanitárias, tendo em vista garantir que têm liquidez para pagar despesas que tiveram que realizar”, anunciou o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro.
O ministro falava aos jornalistas após uma reunião na sede dos Bombeiros Voluntários de Manteigas, distrito da Guarda, e na qual marcaram presença mais sete corporações da região da serra da Estrela, entre presidentes de associações humanitárias e comandantes.
“Despesas imprevistas que tiveram de realizar, nomeadamente com alimentação e com despesas relativas aos combustíveis. Há também necessidades que têm a ver com viaturas que ficaram danificadas”, acrescentou o ministro.
José Luís Carneiro explicou que avisou os responsáveis dos bombeiros de que vai ser disponibilizado “cerca de um milhão de euros de antecipação de pagamentos para as corporações terem liquidez para poderem fazer face às necessidades com que estão confrontadas”.
O Governo anunciou também que vai decretar o estado de calamidade para responder às necessidades do território da área ardida da serra da Estrela, anunciou hoje a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.
Segundo a governante, o estado de calamidade será decretado pelo Conselho de Ministros e “dará condições para que todos, Estado e autarquias, possam responder às necessidades” do território.
Mariana Vieira da Silva falava aos jornalistas no final de uma reunião conjunta entre Governo e autarcas de seis municípios abrangidos pelo Parque Natural da Serra da Estrela – Manteigas, Celorico da Beira, Covilhã, Guarda, Gouveia e Seia – e ainda de Belmonte, também presente por ter sido atingido pelas chamas, para “avaliar as necessidades e respostas integradas para estes concelhos” na sequência do incêndio que afetou a região.