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Veio do Brasil há três anos e foi ficando

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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
13.11.21
fotografia: Jornal do Centro
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 Vive-se bem em Viseu Dão Lafões, diz mais de 84 por cento da população
13.11.21
Fotografia: Jornal do Centro
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 Veio do Brasil há três anos e foi ficando

Natural de São Paulo, no Brasil, Gustavo Garcetti chegou a Portugal há três anos. Vive com a família em Viseu. Por causa da pandemia da covid-19 sente “em muitos aspetos” que acabou de “chegar”.

“No Brasil estava tudo muito sem graça. E era evidente que iria piorar. O meu filho queria estudar história medieval, ele e a minha esposa têm a nacionalidade [portuguesa] então decidi tentar uma mudança de ares”, conta o brasileiro de 61 anos.

No país natal Gustavo Garcetti era diretor de fotografia. Em Portugal, diz, ainda está à procura do seu espaço.

“Continuo a fotografar, mas para projetos menores e outros pessoais. Sou voluntário no Cine Clube o que me dá a oportunidade de conhecer pessoas e aprender o que elas sentem e falam sobre cinema”, adianta.

Gustavo garante que a mudança para solo europeu foi “muito tranquila”. Explica que gosta de “mudanças” e que esse processo é também “um exercício de desapego”.

“As pessoas que me são queridas, os livros e equipamentos não estão aqui e isto cobra uma atenção especial”, refere.

No nosso país sente-se semi-integrado. “O Brasil e Portugal são dois países com uma burocracia bastante singular. Lá eu sabia o caminho das pedras, aqui ainda caio e molho o traseiro”, afirma em jeito de lamento.

Em Viseu, aprecia o potencial da cidade e gostava de estar por cá quando ele “explodir”. Também gosta do clima, apesar das muitas críticas que vai ouvindo.

Pela negativa aponta a falta de transportes públicos. Considera “chocante” que Viseu não tenha comboio e critica a dependência dos cidadãos para com o carro.

A pandemia não o fez querer voltar a cruzar o Atlântico. Garante que nem “por um instante” pensou em regressar à terra natal.

“Mesmo no pior momento, as condições em Viseu sempre estiveram dentro de padrões aceitáveis. Comparando com o Brasil, aqui foi um santo refúgio”, defende.

Gustavo acrescente que “a sua terra” é onde está feliz. Hoje está contente por estar em Viseu, mas sustenta que o planeta “é demasiado grande” e ainda gostava “de conhecer vários lugares”.

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