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Os pais e encarregados de educação de Viseu estão “cheios de dúvidas” no arranque de mais um ano letivo. A autarquia e as associações estiveram reunidas na última terça-feira e, de acordo com alguns dos presentes, as respostas aos problemas colocados não foram as suficientes. Queixam-se que a reunião deveria ter sido marcada com mais antecedência e não na semana em que as aulas arrancam e que “antigos problemas” continuam por resolver, entre eles o número de assistentes operacionais e a Componente de Apoio à Família (CAF) no 1.º ciclo.
“Os operacionais que foram contratados não chegam para resolver o problema de insuficiência de funcionários nas escolas. O ano começa sexta feira e eles ainda não estão colocados”, explicou ao Jornal do Centro um dos presentes.
Uma situação que António Lucas, presidente da União Distrital de Associações de Pais de Viseu (entidade que não esteve neste encontro), diz ser um problema recorrente.
“Olhando para a legislação vemos que os rácios estão a ser cumpridos. O que sentimos é que não estão adequados à realidade e dinâmicas das escolas”, afirmou.
Outro problema para os quais os pais gostariam de ter uma solução satisfatória prende-se com a Componente de Apoio à Família. Há escolas onde as Associações contratam os técnicos para acompanhar as crianças de manhã antes do início das aulas ou depois, entre as 17h30 e as 18h30, e outras que recorrem a empresas que prestam este tipo de serviço. A contratação é feita pela associação que recebe um apoio da autarquia (através de um protocolo) para ajudar no pagamento de despesas. Ora, alguns pais entendem que esta componente, que é distinta das atividades de enriquecimento curricular (AEC), deve ser assumida pela autarquia.
A solução ideal passaria por replicar o mesmo modelo adoptado nos jardins de infância em que os pais pagam à autarquia o valor que os serviços acham justo e depois é a própria autarquia que contrata os técnicos.
No concelho de Viseu há escolas onde esta componente não existe, uma vez que não há alunos suficientes e a despesa a ser paga pelos pais seria muito elevada, e outras que ou recorrem ao serviço de empresas ou estabeleceram o protocolo com a autarquia.
Ainda na reunião de terça-feira foi discutida a alimentação nas escolas, um assunto que no ano letivo anterior criou polémica à volta da qualidade e quantidade da comida que é servida aos alunos. Ao que o Jornal do Centro apurou ficou marcada uma reunião para apenas ser debatido este assunto por ser o mais “sensível” neste ano escolar.
Segundo António Lucas, as associações vão continuar a estar vigilantes e “queremos que seja estabelecida uma regra de acompanhamento mais regular”.
Em Viseu, o ano letivo arranca na próxima sexta-feira. Quase todos os agrupamentos estiveram representados nesta reunião preparatória que contou, apenas durante a primeira parte, com a presença do vereador da Educação.